Costumes Hebraicos
INTRODUÇÃO
Para
tratar com todos os “Costumes Hebraicos”, seria necessário começar com a
chamada de Abraão. .
1. A
aliança com Abraão e os seus descendentes.
2. A
lei (Aliança Mosaica – condicional) (3 partes: moral, cerimonial, social).
3. O
Sábado (sua origem, seu desenvolvimento, hoje em dia).
4. O
tabernáculo.
5. Os
sacrifícios.
6. O
sacerdócio.
7. As
festas (Bíblicas / Extra Bíblicas).
8. O
templo (os templos).
9. A
sinagoga.
10.
As divisões em judaísmo.
11. A
Bíblica.
12.
O Talmud (A Mishna, A Gemara, A Kabala)
Os
“Costumes Hebraicos” que foram observados estritamente antigamente, passaram
por várias modificações até que hoje em dia há uma grande diferença na
observação destes costumes.
Alguns
Costumes Hebraicos em detalhes :
1) O
Sábado.
2)
A
Circuncisão.
3)
Casamento
4) As Leis Dietéticas (Kosher).
5)
Bar Mitzvah (Confirmação como filho da lei).
6)
Símbolos de Judaísmo (Estrela de Davi,
Tefillin, Tallith, etc...).
7)
A Sinagoga.
8) As
festas de Israel (Bíblicas e extra-bíblicas).
1) O SÁBADO
O que mais distingue
Israel e o povo judeu das nações é a observação de Sábado.
Então, o estudo de Sábado merece o mossa consideração. Vamos considerar a:
Sua Origem
A primeira menção de
Sábado ou o sétimo dia e acha em Gênesis 2:2 –3. A Bíblia nos ensina que
Deus santificou o sétimo dia e descansou de toda a sua obra com Criador
nesse dia. Então, é bem claro que Deus santificou o sétimo dia para
comemorar sua obra de criação. Êxodo 20:11. O povos antigos tinham o costume
de observar os sábados, especialmente em Babilônia. Eles observaram os dias
7, 14, 19, 21, 28 de cada mês. Até o rei não podia fazer certas coisas no
dia que eles chamaram sabatu. Mas em babilônia foi ligado com astrologia
mais do que qualquer idéia de agradar Deus. Dia 19 foi observado também
porque 19 adicionado com os 30 dias do mês anterior em 49 ou 7 x 7 o número
sagrado.
Sábado e a Nação de
Israel
Conforme o ensino em
Êxodo 16:23-29, o Sábado já era uma instituição, pelo que, quando os dez
mandamentos forma transmitidos, o Sábado não foi proposto como se fosse uma
nova Lei
Embora que a idéia de
observar os Sábados foi comum antes da Lei, eu orei – que os seu detalhes
específicos foram estabelecidos pela primeira vez no – conteúdo da Lei que
foi entregue no Sinai para Israel. É importante notar – que a Lei, inclusive
o Sábado, foi dado só a Israel. Êxodo 20:8-11. Em hebraico a palavra Sábado
é shabbat: e significa: Cessar ou Descansar. Era para ser principalmente um
dia de descanso de todo o trabalho e de todo um dia dedicado a renovação
Espiritual e Adoração a Deus. Isto era o propósito do Sábado. A próxima
menção do Sábado se encontra em Êxodo. 31:12-18. Aqui, vemos a importância
do Sábado na vista de Deus. Deus obrigou Israel a guardar os seus sábados
com pena da morte se profanarem. Era para ser sinal entre Deus e Israel e
como uma aliança perpétua em suas gerações.
A ordem era guardar os
sábados vem repetida muitas vezes no Antigo Testamento.
Levitico 16:31; 19:3 e
30; 23: 3, 11, 15-16 , 32, 38; 24:8; 25:2, 4, 8; 26:2, 34-35, 43; etc.
Será que Deus mataria
alguém só por trabalhar um pouco no dia de Sábado? Vejamos o que aconteceu
com um homem que violou o Sábado. Números 15:32-36.
O Seu Desenvolvimento
Os judeus observavam o
Sábado de um modo geral. Não trabalhavam e dedicavam o seu dia para adoração
do Senhor. Mas o descanso não era estritamente ou rigidamente observado. O
povo viaja percorrendo a terra. Eles passavam sem as – restrições que vieram
mais tarde. De fato a observação de Sábado degenerou tanto que foi um das
maiores razões porque deus permitiu Nabucodonozor de atacar vencer Israel.
(Jeremias 17:19-27).
Em Babilônia
Os judeus começavam a
dar mais ênfase sobre o Sábado de que nunca. Alguém tem uma idéia sobre o
porque? Respostas: Em Babilônia foram despojados de seu templo e dos
sacrifícios e da sua adoração cerimonial. Surgiam homens, tais como Esdras e
Neemias que queiram obedecer os preceitos de Deus. Os preceitos como
circuncisão e o Sábado podiam ser observados. Sendo assim, é claro, o porque
circuncisão tornaram-se os primeiros símbolos de judaísmo. Podemos ver um
grande contraste entre os que foram levados em cativeiro com os que foram na
terra em relação ao Sábado. Vejamos o que Neemias encontrou quando voltou a
Jerusalém. (Neemias 13:15-22).
Em Jerusalém no
tempo de Cristo.
Um sacerdote, ficando
na torre do tempo tocou a trombeta como o sinal de cessar o trabalho e
começar o Sábado descanso. Nas outras cidades, um judeu no teto da sinagoga
tocou sua trombeta seis vezes!
A Primeira vez: para
os obreiros no campo ao redor de cessar os trabalhos.
A Segunda vez: as
lojas na cidade fecharam-se.
A Terceira vez:
avisou as senhoras da casa para tirar as panelas dos fogões e – embrulhá-las
para preservar a comida quente, e para acender as velhas no Sábado. Depois
veio um intervalo e a trombeta foi tocada três vezes em sucessão,
rapidamente que significava o começo do Sábado. Não era lícito para o
trombeteiro levar a sua trombeta em baixo. Havia de deixá-lo no teto até a
cessão do Sábado.
Na Idade Média (Medieval).
Durante esta época o
Sábado foi uma ilha de descanso no mar de perseguições. Os judeus só tinham
repouso e descanso no Sábado com sua família. Sexta-feira, cedo faziam uma
limpeza da preparação para o Sábado. Usavam a mais bonita toalha sobre a
mesa, e o melhor de tudo foi empregado naquela noite. Depois de jantar a
família cantou z’miros – canções da mesa, honrando o Sábado, e compostas
pelos poetas. Foi o costume de convidar uma visita para jantar especialmente
um sábio que podia dar uma interpretação de um estudo na Tora. A comida mais
providenciada era peixe ou ganso, bem temperado. Um tipo de pão especial foi
feito para o Sábado, chamava-se challoth (challos) pão de Sábado.
Nos Tempos
Modernos
Foi introduzido o
costume de Kabbolas Shabbot ou Saudação a Rainha que era o Sábado. Certos
judeus piedoso se vestiram com a roupa mais fina que tinham e fizeram uma
procissão fora da cidade para saudar o Sábado, cantando salmos e
terminando com “venha a noiva, venha noiva!”. Um dos mais famosos canções
até hoje o D’choch Dodi que significa.... venha amigo encontrar a noiva.
(Foram Kabbalistas que introduziram estes costumes). A Senhora da casa faz
a cerimonia de ascender as velas, cobrindo os seus olhos com as mãos e
recitando a bendição ou benção. O pai e os filhos cantam Shalon Alcichem.
Como saudação aos 2 anjos que acompanham cada judeu da sinagoga até em casa.
O pai recita ultimo cap. de Provérbios horando as esposa. O pai lia também o
Tora, 2 vezes em hebraico e 1 vez aramaico. Há uma herança popular que as
almas em Genhenna recebam descanso durante o Sábado de mas quando o sábado
terminar precisam voltar a Genhenna. A maioria dos judeus pensam que o
descanso do Sábado rigidamente observado pelo Esdras e Neemias e outros foi
preservado somente porque a circunstâncias eram favoráveis. Mas desde as
modificações do século 19 foi impossível observá-lo rigidamente. Um judeu
Sr. Hayyim Shaues, autor do livro Jowish festival disso: as invenções
revolucionaram comércio e industria numa maneira que transformou a vida
econômica. Também a influência dos cristãos observando Domingo deixou com
que os judeus não pudessem continuar observando Domingo deixou com que os
judeus não pudessem continuar observando o Sábado como antigamente. Somente
os ultra-ortodóxos continuam tentando observar o Sábado rigidamente. Hoje em
dia, a maioria dos judeus não o observe estritamente.
Sr. Hayyim pensa que os judeus devem modificar as restrições, mais ainda
continuar a observar o Sábado. Ele empregou a expressão, “precisamos por o
novo vinho em garrafas velhas.” Conforme o ensino de Números 28:9-10, é o
impossível até para os ortodóxos observarem o Sábado segundo a Lei. Não tem
templo, nem o sacerdócio. Eles estão tentando observar o sábado como Talmud
exige e não como a Bíblia. E a maioria dos judeus não conhecem nada do
Talmud. O Talmud dá 1.521 regras sobre o Sábado.
O ano
júblilo teve início ao completarem 7 anos sabátisticos. (49anos). Levítico 25.
O
número de 7 é sagrado e os rabinos falam em 7 milênios divididos assim:
1.
2000 de Adão à Abraão.
2.
2000 de Abraão a destruição do templo em 70.
3.
2000 da destruição do templo até a vinda do Messias.
4.
1000 e milênio sabático sob o reino do Messias.
Há
uma coincidência com a esperança dos crentes !
Sábado x Domingo
Sábado tem uma
aplicação para crentes?
Domingo foi a invenção de um papa como alguns
dizem?
Lembre-se da acusação dos fariseus contra o Senhor Jesus e os seus
discípulos? (Mt 12: 1- 8).
A
questão de sábado e a circuncisão e a lei é resolvida para o crente pelo
ensinamento do N.T. (Col. 2:11; 16-17; Galatas; Romanos).
1. O
sétimo dia comemora a obra de criação. (Gen. 2:1-3).
O
primeiro dia comemora a obrada redenção. (Mat. 28:1-6)
2.
O Sábado era o sinal da aliança de Deus como o seu povo, Israel. (Êxodo
31:13)
Domingo significa a comunhão entre a Igreja e o seu Senhor ressurreto. (Atos
20:7)
3.
A observação do Sábado foi obrigatória com a pena de morte. (Êxodo 31:14).
A observação do Domingo não é obrigatória, é voluntária.
4. O
Sábado era a parte essencial da dispensação da lei mosaica.
O Domingo e representativo da dispensação da
graça.
É verdade que o rei Constantino instituiu a
lei de Domingo em 321 mas isto não muda o fato que os crentes desde os dias
dos apóstolos já tinham observado o Domingo. Já pensou no problema dos
hebreus cristãos em Israel. Sábado é o dia legal para descansar e adorar.
Domingo é um de trabalho como qualquer outro. Vai condenar o hebreu cristãos
por trabalhar Domingo e adorar no Sábado?
Qual
deve ser nossa posição? Romanos 14:1-12 (vs. 5,6).
2) A CIRCUNCISÃO
Como no
caso de observar Sábado, muitos povos antigos observaram também o rito de
circuncisão. Em sua significação original pode ter sido uma espécie de
reconhecimento religioso associado aos poderes da reprodução humana;
parece ter servido também de distintivo tribal.
Essa é
uma das muitas instâncias do método de Deus apropriar-se de uma prática, já
existente, dedicando-a para Seus próprios propósitos. Porque a circuncisão
tornou-se uma pedra de toque do judaísmo posterior.
Agora
por diante nós vamos considerar a circuncisão só em relação ao povo de
Israel. Vamos estudar:
A História
Depois
de concerto que Deus fez com Abrão, ele exigiu que todos os descendentes
machos de Abrão fossem circuncidados. Era para ser o sinal da aliança entre
Deus e Israel. Até os forasteiros entre o povo foram incluídos. Se alguém
desobedeceu foi cortado do povo de Deus por ter quebrado a aliança. (Gen.
17:9-14).
O mesmo
capítulo registra a obediência de Abrão. Foi circuncidado, melhor
circuncidou assim mesmo e o seu filho, Ismael e todos os outros machos na
sua casa. Abrão tinha 99 anos e Ismael 13 nos. (Gen. 17:23-27).
No tempo
de Moisés, depois da saída do Egito, Deus disse a Moisés que seria
obrigatório observar a pessoas em todas as suas gerações. Deus esclareceu
que ninguém pode comer a páscoa se não fosse circuncidado. Mas escravos
estrangeiros puderam se tinham sido circuncidados. No caso do escravo foi
obrigatório mas o estrangeiro que era hóspede havia de escolher, não foi
obrigatório. (Êxodo 12:42-48).
Lembre-se que o costume de observar o Sábado foi posto ao lado pelos judeus
durante a jornada no deserto. A observação de Sábado degenerou. Aconteceu
também com o costume de circuncisão. Mas ao entrar na terra prometida, Deus
mandou Josué circuncidar todos que não foram circuncidados no deserto.
(Josué 5:1-9).
Desde então hoje,
os judeus observam o ritual de circuncisão rigidamente. De fato, levaram em
contemplo (desprezaram) os que não foram circundados.
Como
podemos ver nas atitudes dos:
1. Pais
de Sansão. Juízes 14:3.
2. Sansão
mesmo. Juízes 15:18.
3. Jonatas. I Samuel 14:6.
4. Israel
em geral (Jerusalém). Isaías 52:1.
“Nenhum incircunciso entrará na cidade de santa”. Jerusalém no milênio?
Existiam
exceções entre o povo judeu. Por causa de perseguições e desprezos, alguns
queriam desfazer sua circuncisão, por meio de um operação cirúrgica.
Aconteceu sob as perseguições de Antíoco que prefigurou o anti-Cristo com a
abominação de desolação.
Paulo
avisou aos Hebreus cristãos para não desfazerem sua circuncisão
simplesmente por que tinham aceito Jesus. (I Cor. 7:18-19).
A CERIMÔNIA
A cerimônia em cortar
e prepúcio com uma faca ou com uma pedra aguda. Normalmente pertencia ao pai
da família fazer mas até uma mulher podia (como no caso da esposa de Moisés
quando ele tinha esquecido de circuncidar o seu filho). Êxodo 4:24-26 ; Lev.
12:3.
Mas
um gentio nunca pode, era de caráter estritamente religioso
O
SIGNIFICADO
A
corrupção de pecado geralmente manifestou-se com a degeneração na vida
sexual . Então a santificação da vida foi simbolizada pela purificação de
órgão sexual pela qual vida reproduzida. Deus exigiu pureza entre e seu
povo e circuncisão tornou-se o sinal externo da aliança entro Israel e Deus.
Figurativamente falando, circuncisão simboliza a pureza de coração. (Deut.
10:16; 30:6; Lev. 26:41; Jer. 4:4; 9:25; Ezeq. 44:7).
ENTRE OS JUDEUS HOJE
Borith Me’ilah – o pacto de circuncisão.
O pai da
família não a faz hoje. Um homem chamado, o Me’el, especializado faz o rito
da circuncisão. A pessoa que segura a criança durante o ritual é chamada o
sandek (god-father = padrinho). A criança é colocada numa cadeira especial
a cadeira de Elias. A tradição é que assim a criança, será curada mais
rápido. Todos ficam em pé durante o ritual. Depois há uma festa em casa. Se
realiza ainda no oitavo dia. Por que no oitavo dia? Porque Deus mandou!
Sugestões: ligado com o número 7. Sete dias completos, o novo ciclo começou
com o oitavo dia e a criança entrou na aliança com Deus. Foi suposto
antigamente que a criança não possuía sua experiência própria até no oitavo
dia. Pessoalmente, creio que Deus tinha razão no sentido físico e também no
sentido espiritual. (oitavo significa coisas novas, vida espiritual etc...).
Cientificamente foi provado que no oitavo dia a coagulação é mais rápida.
CIRCUNCISÃO E A IGREJA
A epístola aos Gálatas
nos revela que alguns judeus seguiam o apóstolo Paulo em suas jornadas
missionárias, cuja finalidade era par perverter o evangelho que Paulo
pregava e pro os novos convertidos sob a lei de Moisés exigindo circuncisão.
(Gal. 1:6-7). Os novos convertidos em Galácia estavam a insidiosa sugestão
destes mestres judaizantes. Paulo escreveu a epístola para convencê-los da
sua emancipação espiritual, e para enfatizar que fé em Cristo era suficiente
para a salvação. A transição do judaísmo para o cristianismo foi um processo
lento. Houve fariseus que creram (Atos 15:5) e alguns desses ensinavam que,
antes de um gentio poder tornar-se Cristão, era lhe necessário tornar-se
primeiramente judeu, submetendo-se à circuncisão e observando a lei judaica,
tanto moral como ritual. Paulo frisa de modo muito agudo que salvação é pela
fé sem lei, sem circuncisão. Ele usa o próprio Abraão, como o crente típico,
justificado, pela fé e não pela observação de regra qualquer. (Gal. 3:6-9)
cf. (Rom. 4:1-14); (Gal. 3:17-19). Paulo apelou para que eles permanecessem
na graça e na liberdade de Cristo. Ou a lei, ou Cristo não os dois. Como um
mulher foi desobrigada da lei do seu marido por causa da morte, mesmo assim
os crestes em Cristo já tendo morrido relativamente à lei, são desobrigados
da lei. (Rom. 7:1-6). A questão foi tão que foi levada aos apóstolos em
Jerusalém. Conclusão : os gentios não tem com a lei. (crentes). (Atos
15:1-21 e 28-29). Mas até eles não perceberam que nenhum crente (hebreu ou
gentio) foi obrigado à lei. Segundo o N.T. existe uma circuncisão cristã.
Todos os crentes já são circuncidados. Foram circuncidados não fisicamente e
sim espiritualmente quando arrependeram-se o receberam Jesus como o seu
Salvador pessoal (Col. 2:11).
Vejamos
o contraste: a circuncisão fisicamente representa o que nos aconteceu. A
circuncisão física era um certo da carne: a circuncisão espiritual é da
mesma sorte uma operação pela qual é cortada toda a natureza carnal,
descrita aqui como o despojamento do corpo da carne. (Col. 2:11 cf. Rom.
6:3-4; ICor. 12:13). Aconteceu a nossa circuncisão Espiritual quando nos
fomos batizados pelo Espírito Santo no corpo de Cristo. Um símbolo da nossa
identificação com Cristo na sua morte, não seu sepultamento e na sua
ressurreição é o batismo. (Col. 2:12; Rom. 6:3-4).
3) CASAMENTO
1. A
Lei civil do país deve ser observada em primeiro lugar.
2. A
cerimônia tradicional depois.
A
presença de um Minyon (grupo de 10 judeus) é o mister. Isto é a
maneira de enfatizar que o casamento não é
importante só para a vida do casal mas
também é considerado importante para a comunidade.
Antigamente a comunidade ajudava generosamente
para as coisas
materiais para os noivos.
Na época é licito
escolher para si mesmo sua noiva ou noivo mas antigamente não era assim.
Cabia aos pais escolherem. Lembrem-se os exemplos Bíblicos como no caso de
Abrão, Isaque etc... (Gen. 24 e Gen. 28).
Os símbolos tradicionais ligados com o
casamento são:
a. A
Chupah:
(em
português chama-se pelos vários nomes tais como: pálio, dessel, baldaquino e
pavilhão). Não sei qual entre eles é o mais comum mas vou chamar de chupah
como a pavilhão. Os noivos ficam em pé sob o chupah durante a cerimônia.
Esse pavilhão é feito de material muito fino de alta qualidade. Simboliza
real porque os noivos são considerados como rei e rainha no dia do seu
casamento.
b. O
Anel:
Pode ser
de ouro ou de prata mas deve ser muito simples. Simples para minimizar a
diferença entre noivos pobres e noivos ricos. Tipicamente também a tradição
judaica de igualdade. Na minha experiência já vi muitas senhoras judaicas
usando os seus anéis mas também usando ao mesmo tempo anéis com muita jóias
ou pedras caríssimas. Aparentemente, as judias não aguentavam ficar só com
um anel simples. O anel simboliza a perfeição eterna. (Seja santificada a
mim pela lei de Moisés e Israel).
c. O
Documento do Casamento:
Depois
de colocar o anel é lido esse documento de casamento que se chama o Ketubah.
É o contrato das obrigações mutuais entre o casal.
d. O
copo de vinho:
Os
noivos bebam do mesmo copo no princípio da cerimonia e mais uma vez no fim.
Antigamente usavam dois copos. O primeiro para simbolizar a vida de alegria,
e o segundo significava a vida de sacrifícios. Bebendo juntos significava o
destino comum do casal.
e.
Quebra do copo:
A cerimônia
está concluída quebrando o copo. O noivo quebra o copo pisando nele.
Simboliza várias coisas:
1. Faz
lhes lembrar a destruição do templo.
2. Faz
lhes lembrar que a vida é frágil e transitória.
3. Foi
também para assustar os espíritos malignos, expulsando-os porque demônios
tem ciúmes de qualquer alegria humana.
f. A benção sff.
Benção sacerdotal:
Essa benção profunda se encontra em Números 6:24-27.
“O
SENHOR TE ABENÇOE E TE GUARDE: O SENHOR FAÇA RESPLANDECER O SEU ROSTO SOBRE
TI, E TENHA MISERICÓRDIA DE TI: O SENHOR SOBRE TI LEVANTE O SEU ROSTO, E TE
DE PAZ.”
g.
Os hospedes:
Tradicionalmente, era obrigatório para o hospede cumprimentar o noivo
dizendo-lhe que ele escolheu uma noiva belíssima. Os rabinos ficavam
perturbados, porque se essa descrição não podia ser aplicada, isto é se a
noiva era feia mesmo, então os hospedes seriam culpados de testemunhas
falsas violando a lei de Moisés. Tudo foi resolvido quando esses sábios
concluíram que todas as noivas pudessem ser consideradas lindas e nos olhos
do noivo dela sempre é a mais belíssima.
h.
Divórcio:
É raro entre os judeus. Eles dão muito ênfase sobre a unidade da família.
Mesmo assim, conforme as leis judaicas se o divórcio for necessário será
fácil obte-lo. De fato, o Talmud diz que pode divorciar-se de sua esposa se
ela queimar o jantar. Mas continua dizendo que: “Se existe tão pouco
entendimento e compreensão entre o casal que uma carne queimada leva tal
importância então significa que já exista uma incompatibilidade básica. Na
tradição judaica é considerado maior mal criar crianças num lar sem amor de
que a necessidade das crianças enfrentarem o divórcio dos seus pais.
Chanukah Habbayth : (Dedicação da casa).
Isto é um costume,
que era observar sempre, mas que hoje em dia está sendo observados por
poucos porque hoje muitos já abandonaram. É uma cerimonia pela qual a vida
judaica começa num lar. Os recém casados colocam a nezuzah na porta com
orações e bençãos pronunciadas.
A Nezuzah :
É um oramento
colocado no batente da porta de acordo com Deuteronômio 11:20, “E escreve-as
nos umbrais de tua casa e nas tuas portas”.
As duas primeiras
partes de “Shema” que é Deut. 6:4-6 e 11:13-20. São escritas em Hebraico
num pedaço de pergaminho, que então é enrolado e colocado em um recipiente
de metal ou de madeira. É posto numa posição inclinada ao lado direito da
porta dos lares dos judeus. A palavra “Shaddai” ; está escrita no outro
lado do pergaminho, e a letra “Sheen” em Hebraico apareça através da
pequena abertura na Nezuzah. A Nezuzah simboliza a família judaica e a sua
lealdade a lei de Deus. Judeus piedosos tocam os sua lábios com o seu dedo e
depois a Nezuzah quando entrarem ou saírem da porta. A Nezuzah tornou-se um
símbolo do lar judaico e um sinal da presença de Deus na casa. Infelizmente,
a Nezuzah tem se degenerado num mero amuleto. Vejamos em Jeremias 31 33;
Ezequiel 11:19-20 que desejo de Deus que o seu povo escrevesse as leis nos
seus corações. Um mero amuleto fora da casa nunca pode agradá-lo.
4)
Kashrus (Kosher: A Lei Dietética).
Essas leis são
baseadas em Lev. 11. Mas as regras talmúdicas vão muito além do ensino do
Torah. (Como sempre).
1. Os
animais precisam ser matados de uma maneira muito especial.
Um especialista,
chamado Shochet, que é um profissional, usa uma faca de certa, medida, bem
afiada para evitar crueldades e para que o sangue possa drenar ou esgotar
mais rápido. Porque conforme o ensino do A.T. não era lícito comer carne que
ainda continha sangue. Então, é preciso saturar a carne em água por uma hora
e depois por mais meia hora em água salgada.
2. Os dois jogos de
louças.
Não é permitido comer
produtos de leiteria até seis horas depois de comer a carne. Isto é baseado
numa interpretação (errônea) de Êxodo23:19 ; 34:26 ; e Deut. 14:21. É
necessário usar um jogo de louças para carne e outro para produtos de
leiteria.
Lev. 11. Registra as
verdadeiras leis dietéticas que Deus deu a nação de Israel naquela época.
Os rabinos de hoje acre ditam que essas leis eram temporárias (com a
exceção dos ortodoxos). Foram dadas porque a nação não tinha meios de
refrigeração. Quer dizer foi por razões higiênicas.
Qual é nossa posição
como crentes? Somos obrigados a observar Lev. 11? Pessoalmente, creio que os
rabinos tem razão para dizer que essas leis foram temporárias. Porque,
originalmente, a raça humana não recebeu ordem de recusar comidas.
Essa ordem não veio
até depois e como lei foi dada aos Israelitas. Lembrem-se que faz parte da
lei mosaica que também era temporária.
No certo sentido Deus
estava fazendo lições ao seu povo, lições de objeto. Mostrou-lhes que deviam
fazer diferença entre carne Kosher (limpa, pura) a carne treyfah (impura),
ou melhor proibido. A carne kosher representa o que é bom, enquanto a carne
treyfah representa o mal. Infelizmente muitos judeus ficam satisfeitos
observando ao pé da letra adicionaram leis que Deus nunca lhes deu.
Vejamos o que o Senhor
Jesus disse aos fariseus (Marcos 7: 1-23) Mostrando-lhes claramente que a
impureza da vida não tem nada a ver com a comida. Pode comparar Atos
10:9-10; onde Deus exigiu (numa visão) que o Apóstolo Pedro matasse e
comesse animais proibidos antigamente. Foi para ensiná-lo que ele não
deveria ficar com preconceitos contra os gentios. O Apostolo Paulo nos
ensina em Rom. 14; a atitude que crentes devem manter neste sentimento.
Devemos Ter tolerância com irmãos cujas convicções são diferentes do que
as nossas. A convicção de Apostolo Paulo era: “Eu sei, e disso estou
persuadido no Senhor Jesus, que nenhuma coisa é de si mesma impura, salvo
para aquele que assim a considera; para esse é impura !” (Rom. 14:20; I Tim.
4:3-4).
Pois bem. Essa idéia
do dois jogos de louças é uma invenção dos rabinos baseado na mal
interpretação dos seguintes versos: Exo. 23:19; 34:26; Deut. 14:21). Estes
trechos. “Não o cabrito leito da sua própria mãe.”
Os rabinos concluíram
que este versículo significa que carne e leite na mesma louça não seria
lícito. É meio difícil compreender sua interpretação. Pra mim, o verso
simplesmente está dizendo que eu não devo matar um cabrito que ainda está
alimentando-se da sua mãe. Que quer dizer não chegou a idade de ser
sacrificado. Ou que seria melhor não cozerá o cabrito no leite da sua
própria mãe. Ouviu falado também, que os pagã praticavam cozinhar um cabrito
vivo elite da sua mãe ! E a advertência é que o povo Deus nunca pode imitar
tal coisa. Seja qual for a interpretação certa, creio que a idéia de dois
jogos de louça é longe dela!
5)
Bar-Mitzvah (Filho da Lei o Mandamento)
Estes costumes é
observado pelos ortodoxos e conservadores. Quando um menino chegar ao seu
décimo terceiro aniversário, é considerado qualificado a ser Bar-Mitzvah.
Desde então é
considerado responsável perante a lei pelos seus atos e pelas suas
obrigações religiosas. Nos Sábado (antes ou depois) do seu aniversário, o
menino é chamado na sinagoga ao altar para ler um trecho da Torah em
hebraico. Conforme a tradição, era necessário para o Bar-Mitzvah. dar um
discurso Talmúdico. Hoje em dia, é apenas necessário afirmar sua intenção
de seguir judaísmo e declarar sua intenção de estruturar Torah.Depois da
cerimônia na sinagoga, realiza-se uma festa em casa. O menino receba muitos
presentes dos pais e dos parentes e amigos. A origem deste costume é
recente. Não passa 600 anos. Originou-se na Europa. Não é Bíblico.
Recentemente, nos últimos 20 anos os reformados e alguns conservadores
introduziram o costume de Bar-Mitzvah. (Filha de mandamento) mas meninos
e meninas fazem sua “confirmação”, quando tiverem 15 ou 16 anos, em grupos.
Netilat Yadayim
(Lavagem das mãos).
Judeus piedosos
lavem suas mãos várias vezes durante um dia. Lavem-nas ao acordarem, antes e
depois das refeições e antes das orações.
Responsabilidades
dos Pais.
A Mulher (bath
habbayith) é responsável para ascender as velas nos sábados e nas festas.
Ela precisa orar e pronunciar bençãos na hora. Ela é responsável também para
manter a casa. “kosher”. O pai, (Baal Habbayith) tem responsabilidade
principalmente na sinagoga. Mas, também é responsável para a educação da sua
família. Deut. 6:4-9.
6)
SÍMBOLOS
Há vários símbolos
usados em judaísmo. Seria bom para crentes aprenderem quais são estes
símbolos e o significado deles para que pudessem usá-los como um ponto de
contato ou método de aproximação.
1. A
ESTRELA DE DAVI (MÔGEN DAVID).
A estrela de Davi
talvez seja o símbolo mais conhecido. Ela é usada na Bandeira Nacional de
Israel. Também se encontra nas sinagogas. Ë muito comum ver judias usando a
estrela na correntinha do pescoço. As vezes, judeus usam a estrela num
alfinete de gravata.
A estrela tem dois
triângulos entrelaçados. Um triângulo aponta para o céu e outro para a
terra. Então, é uma estrela de seis pontas.
Sua origem é obscura.
Um rabino diz que originou em Europa á 300 anos atrás. Afirma também que
não é símbolo sagrado ou religioso apesar da idéia que era o símbolo no
escudo do rei Davi. Tornou-se muito popular na Europa. E os nazistas
exigiram que todos os judeus usassem este símbolo como “um emblema de
vergonha” . Facilitou a captura dos judeus quando nazistas queriam
prende-los . Os judeus não deixaram de usá-los nos seus braços. Para eles
era “um símbolo de orgulho” e é até hoje .
Mesmo que os rabinos
modernos afirmam que a estrela não tem nenhum significado religioso os
hebreus cristãos vêem nela um significado muito interessante. Para eles a
estrela representa o Deus Triuno e os homens nas suas três partes, corpo,
alma e espírito. O triângulo voltado para terra, representa a Trindade
pegando há outro triângulo que representa os homens e levando-os para o céu
!
2. TEFILLIN
(FILACTÉRIOS)
Jesus menciona o uso
de Tefillin em Mat. 23:1-5. Mas ELE disse que os costumes tornam-se mero
símbolos de orgulho dos fariseus.
Os Tefillin consistem
em duas caixinhas de cor preta, e de uma ou duas polegadas quadradas com
correias de couro segurando-as. As caixinhas contem pedaços de pergaminhos
inscritos com versículos de Torah em hebraico. Os trechos são os seguintes:
Exo. 13:1-16 ; Deut. 6:4-9 ; 11:13-23 ; que proclamam a unidade de Deus, Sua
providência e a restauração de Israel.
Ortodoxos e
Conservadores usam os Tefillin todos os dias úteis nas suas orações de
manhã. Não são usados nos sábados.
Motivo de Tefillin?
Para remover as distrações mundanas quando está preparando-se para orar. O
trabalho de colocar as caixinhas no braço esquerdo e na testa exigia
concentração.
Uma caixinha colocada
no braço esquerdo é mais perto do coração simboliza os laços de emoção da
sua fé, enquanto a caixinha colocada na testa simboliza a aceitação
intelectual da Palavra de Deus. Um rabino disse que tudo mostra a
consagração do nosso coração e das nossas mãos a vontade de Deus.
3.
TALLITH (SHALE DE ORAÇÃO).
O shale de oração é
usado pelos ortodoxos em obediência a Lei Bíblica. É feito de tecido de
soda ou lã. É branco e azul que são as cores de Israel. O shale ou tallith
tem franjas nos quatros cantos ou bolas chamadas, “tsitsis” conforme o
ensinado Torah. (Números 15:37-40; Deut 22:12). Os judeus usam o Tallith nos
cultos da manhã só. Geralmente, o judeu o seu tallith no dia do seu
Bar-Mitzvah. Algumas congregações ortodoxas, entretanto, concedem o tallith
só no dia do casamento. Originalmente, tallith era um símbolo de distinção,
reservado pelos rabinos e escolares ou anciões. Hoje em dia, é símbolo de
igualdade. Os judeus piedosos usam o tallith como mortalha e não sepultados
nele.
4. YARMULHER
(BOINA).
Os ortodoxos usam o
yarmulkeh ou um chapéu sempre e não só durante as orações. O conservadores
usam yarmulkeh só nos atos de adoração. (orações e cultos). Os reformados,
geralmente, não usam nos seus cultos. Não é bíblico e sim apenas tradição.
Os rabinos tem opiniões diferentes em relação a origem de uso só yarmulkeh .
Um diz que originou em tempo antigo simplesmente como proteção contra o sol
Jerusalém. Mas o mesmo rabino diz: que arqueologia nos revela o que os
judeus antigos não usavam chapéus ou yarmulkeh quando oravam. Em fim o
yarmulkeh tornou-se um símbolo e reverencia.
Conforme o ensino do
N.T. sabemos que é vergonha para homens orar ou pregar com a cabeça coberta
e ao contrário para as mulheres. (1 Cor. 11: 1-5). Tradução de 300 anos
aproximadamente.
5. A MENORAH
(O CANDELABRO, CASTIÇAL).
O uso deste símbolo é
baseado em Êxodo 25:31-40 e 37:17-24.
A passagem que o
candelabro ou castiçais foi feito para ficar no tabernáculo. Este trecho nos
dá uma direção do candelabro. Tinha que ser:
1. Um
pedestal.
2. Uma
haste principal.
3. Seis
haste saindo da haste principal; três de um lado e três do outro.
4. Tem
flores, cálices e maçanetas.
Mas tudo foi feito
de uma peça só de ouro batido.
Hoje em dia, os
menorahs que se encontram nas sinagogas não tem sete hastes conforme o
ensino de alguns rabinos. Tem ou seis ou oito mas não sete. Porquê? Para
lembrar a importância do tabernáculo e do tempo, os judeus resolviam não o
candelabro exatamente como era antigamente. Isto é para mostrar o seu
respeito do original e para honrá-lo.
Judaísmo usa um outro
candelabro especial que tem nove hastes. Uma delas é serva para as outras.
Esta peça usada sempre na festa de Chanukah.
7)
A SINAGOGA
A palavra em grego
é “sunagoge” e significa “ajuntamento de Povo”.
E o chefe da sinagoga
em grego é “archesunagoger” Até nos últimos vinte anos a palavra sinagoga
denotava a casa de oração, para os judeus ortodoxos enquanto a palavra
templo significava a casa de oração dos judeus reformados. Mas hoje, em dia,
pelo menos E.E. U.U. essa distinção não se aplica mais. As vezes,
conservadores e reformados empregam a palavra sinagoga e as vezes
conservadores usam a palavra templo.
a.
A Origem da Sinagoga
A origem das sinagogas
é obscura. Alguns pensam que teve sua origem no tempo de Moisés, mas não há
provas. Outros pensam que a sinagoga originou no tempo do cativeiro em
Babilônia sob a liderança de Esdras. Isto é razoável porque estava fora do
seu pais e do seu templo por 70 anos. Temos certeza absoluta que muitas
sinagogas existem antes a destruição do templo em 70 D.C. por que há muitas
referências no N.T. (Marcos 1:21; 6: 2 Lucas 4:16-31; 6:6; 13:10 etc.)
b.
A função da Sinagoga
As sinagogas foram
fundadas por vários motivos. Os motivos na ordem da sua importância são:
a. Casa
de instrução e educação religiosa.
b. Casa
de oração.
c. Casa
de adoração.
d. Casa
para funções da comunidade judaica.
e. Casa
de atividades para a mocidade.
c. A
Descrição do Interior da Sinagoga.
1. A
Santa Arca: (Aron Há-kodesh) que é sempre colocada dentro de (Mizrah)
que é parede para o lado leste na direção de Jerusalém.
2. A
Sefer Torah: (0 Rolo da Lei) Este rolo de pergaminho está escrito a
mão e fica em pé dentro da Santa Arca. A Sefer é tirada e lida em todas as
ocasiões religiosas que exigem a leitura como: nos sábados e nas Santas
Festas.
3. A
Cortina: (Paroket) que é a cobertura da arca. Isto é para continuar o
costume de ter a cortina divido o Santo dos Santos do Santo Lugar no
Tabernáculo.
4. Tabelas
da Lei: (Luhot) Um desenho das tabelas fica na parede sobre a Arca.
Isto simboliza o conteúdo da Arca.
5. A
coroa da Torah: (Keter Torah) De todas as coroas que existem no mundo
a Coroa da Torah e a mais nobre. Para simbolizar isto, o rolo Da lei é
coberto com fino veludo e as coroas são de prata.
6. A
Árvore da Vida: (Ez Hayim) Isto é como o nome dado aos cabos do rolo
da lei. São feitos de madeira. Recebeu esse nome por causa de madeira.
Recebeu esse nome por causa de expressão: “Ela (A Lei) é uma árvore da vida
para todos que a segura.”
7. O
Apontador: (Yad) Este apontador é feito d prata e é usado pelo leitor
das escrituras como um guia.
8. A
Luz Perpétua: (Ner Tamid) desde os tabernáculos até a sinagogas de
hoje. Essa lâmpada que é suspeita sobre a arca. Simbolizada a Eterna fé de
Israel (conforme a opinião deles). É suspeita Sobre a arca para mostrar a
dependência dos judeus sobre a lei.
9. A
Bima: (púlpito) simboliza o altar o fica em frente de arca. É na bima
que os judeus oram e pregam as escrituras.
10. O
Siddur: (Livro de oração) este livro contém todas as orações diárias,
e para e as festa e aos sábados em ordem. Existe em outro livro de oração
chamado o kolbo que contém todas as orações judaicas que existem.
11. Liturgia:
1. Orações:
começaram com o “Shema” (Deut. 6:4-9; 11:13-31; Num. 15:37-41) o judeu
piedoso recita o shema três vezes por dia. É considerada oração mais
importante. As 18 bênçãos: “Shemeneh Esreh” E Também chamado “Amidah” pelo
Sephardin porque significa “Em Pé”. Essas orações tem três ênfases, a glória
de Deus, a esperança individual e coletivamente, e a gratidão pelas bênçãos
já recebidas. As 18 benções são repetidas pelo Cantor ou Chazan para que a
congregação não perca-as. É chamado “Hazrat há-shaz” que significa:
Repetição pelo representante da congregação.
2. Leitura
da Torah: A cerimônia de leitura começa quando alguém é chamado na frente
para abrir a arca. Depois de uma oração, a arca é tirada e dada para o
cantor (hazzan). Então, mais alguém é chamado na frente, chama-se “Aliyah”
Essa honra é oferecida primeiramente a um “Cohen” (descendente dos
sacerdotes dos sacerdotes). A segunda “aliyah” é oferecido ao “Levi”. As
outras aos israelitas. Geralmente tem 7 “aliyahs” (chamadas para ler a Torah).
3. Leitura
da Haftorah: Isto é leitura da porção profética.
4. Benção
sacerdotais: é chamada “Birita Kohanim” orações pronunciadas pelos homens
com o sobrenome, "Kohein” .
5. A
Volta de Torah para a Arca: Quando tirarem o Torah e quando é retornada a
congregação canta e faz uma processão. Alguém é chamado e honrado com a
tarefa de por a Torah na Arca.
6. O
Sermão: é pregado depois que o Torah é colocado na Arca. O sermão é chamado
“Derashah” e deve ser uma interpretação da Lei, aplicada aos problemas de
hoje.
7. Musica:
Por quase 500 anos depois da destruição de Jerusalém em 70 D.C. houve uma
ausência de música para lamentar a destruição. No século 19 as sinagogas
iniciaram de novo, na Europa. No século 20 algumas sinagogas usam música mas
os ortodoxos continuam sem.
12. Os
oficiais : (Rabinos)A Palavra significa
“Professor ou mestre”. Antigamente um homem foi designado “Rabi: pelo outro
“Rabi” de fama. Hoje em dia é necessário a sua formatura num “Yoshivah”
(seminário teológico judaico).para ser digno deste cargo, o homem deve
mostrar sinceridade e motivos, erudição judaica e ordenação.
Deveres:
O rabi não pode ser casado, mas deve ser. Hoje em dia, o seu trabalho é bem
semelhante a de um pastor . El é responsável para os cultos, para pregações
para as cerimônias de nascimento, confirmação, casamento e morte, e para ser
um guia espiritual.
O
Cantor: (Chazen ou Hazzan) Ele é quase igual ministro de música com a
exceção que deve ter uma voz treinada profissionalmente. Ele dirige o coro,
lidera as orações que são entoadas. Ele prepara os candidatos para
“Bar-Mitzvah” . Também tem, as vezes, algumas funções administrativas.
O
Leitor Perito: (Baal kore) Ele é um técnico que a Lei as Escrituras
cuidadosamente e com as intenções próprias.
O
Leitor Perito de Orações: (Baal Tefillah) Ele é um leigo e não foi treinado
profissionalmente. Ele guia congregações em suas orações.
O
Representante da Congregação em Oração: (Sheliah Zibbur) Ele responde para a
congregação em suas orações.
O
Zelador: (Shammash) Ele é responsável para os parafernais religiosas, a
distribuição dos livros de oração e os shales de oração (tallith) etc...
13)
LIVROS SAGRADOS
Conforme alguns
rabinos não existem (em um livro só) todas as leis que comprometeram os
judeus. O livro que tenha mais perto é o “Shulchan Aruch”. Foi escrito, no
século 16, pelo Sr. Joseph Caro.
1.
Shulchan Aruch: (Século 16). Este livro contém todas as leis básicas e é
aceito pela maioria dos ortodoxos. Porem, todos os ortodoxos o consideram
representante de toda a lei. Que deve incluir todos os códigos, e
comentários as emendas, as respostas rabínicas em relação aos problemas da
vida. Os reformados não aceitam o Shulchan Aruch e os conservadores já tem
abandonados muitos ensinos neles. (O rabi, Morris Kertzer disse: “Até a
Bíblia não pode ser considerada a regra da pratica religiosa
imutável...muitas leis Bíblicas já foram reinterpretadas fora da
existência...neste sentido, a lei rabinica e a bíblia não são idênticas.”) (What
is a Jew p.75).
2. Os
Talmuds: A palavra, Talmud significa “instrução”. Os Talmuds soa produtos de
muitas gerações começando (conforme a tradição) com Esdras e sendo
completados no ano 600 D.C. em Babilônia. Quer dizer levou mais ou menos
1000 anos para faze-los.
A. A
Mishna: Foi o primeiro comentário sobre a Lei (Pentateuco) também conhecido
como “Halakah” que significa “linha de conduta” ou “regra religiosa”.
B. Gemera:
foi um comentário sobre a Mishna para explicá-la. A Gemera contém muita
discussões, decisões e debates dos rabinos e escribas sobre o (Pentateuco) e
a Mishna. Gemera significa “completa”.
C. Hagadah:
a palavra significa “narração ou história”. Hagadah não é um livro em si
apenas todas as partes de Halakah e Gemara que em homilias, narrações
humanisticas.
D. O
Talmud: então, é composto destes três: A Mishna, Gemera, e A Hagadah
Existem dois Talmuds:
1. Talmud de Palestina também é conhecido como Talmud Jerusalém completado
400 D.C.
2. Talmud de Babilônia
completado 600 D.C. o mais importante.
O
mais importante é o Talmud Babilônico tendo quase 2,500 páginas e é o Talmud
de hoje enquanto o Talmud Jerusalém é bem menor e mal conhecido.
O
Conteúdo de Talmud.
Contém:
ética, leis, poesias, orações, rituais, sermões, folclore, lendas,
comentários de escrituras e teologia. O Talmud pode ser considerado como uma
enciclopédia de uma época do povo judeu.
14)
O CALENDÁRIO
O Ano
Lunar: 354 dias, e aproximadamente 8 horas – Luah (10 dias e 21 horas mais
curto que o ano solar. Cada 3 anos, adicionam mais um mês).
Conforme
o calendário judaico estamos vivendo no ano 5,731 (até Maio de 1971). Porque
o seu calendário é baseado no sistema lunar e não solar. Segundo o sistema
lunar um ano contém ou 355 ou 354 dias, enquanto o sistema solar tem ou 365
ou 366 dias.
As
festas religiosas sempre caem nos dias conforme o calendário judaico, mas há
sempre uma variação no calendário solar ou Gregoriano.
O dia
judaico começa ao por do sol e termina no mesmo no próximo dia. O ano contém
12 meses, com e uma exceção do ano bissexto. Em cada 19 anos, eles tem 7
anos bissextos.
Os nomes
de meses são de origem Babilônica:
1. Nisan
/ Abril. (início do ano novo agrícola) criação do mundo.
2. Iyar /
Maio.
3. Sivan /
Junho.
4.
Tammuz / Julho.
5. Ab /
Agosto.
6. Elul /
Setembro.
7.
Tishri / Outubro. (o ano religioso) saída do Egito.
8.
Cheshvan / Novembro.
9.
Kislev / Dezembro
10.
Teves / Janeiro
11.
Shebat / Fevereiro
12. Adar /
Março.
(Segundo Adar) / (Ano bissexto) “Veadar ou Adar sheni” “Ibbur”
Segundo a tradição
judaica, o primeiro era o ano da criação mas judeus modernos dizem que era o
primeiro ano da civilização e não da criação.
Nos E.U.A o
calendário judaico é preparado com o horário de ascender as velas nos
sábados. Porque há uma variação nos horários em cada cidade. E também o
horário é diferente cada Sábado.
Rosh Hashanah: é o ano
novo 1 de Tishri é designado como novo ano religioso (Setembro). 1 de Nisan
é o começo do ano novo, ano civil ou agrícola (Abril) Lev. 23:24 / Exo.
12:1-2.
Conforme a tradição
judaica, o mundo foi criado no ! de Tishri.
Tekiat Shofar: é
literalmente tocando no chifre do carneiro. O dia de Rosh Hashanah é um
muito sério na religião judaica. É considerado como um dia de julgamento
quando Deus julga Israel e os povos. É celebrado dois dias e também o
consideram um dia de renascença espiritual.
Segundo uma tradição
rabínica Deus ordenou que Israel tocasse ou trombetas ou chifres do carneiro
pelas seguintes razões:
1. Para
chamar o povo ao arrependimento.
2. Para
fazer lembrar o próprio Senhor que Ele fez uma aliança com Israel dando
muita promessas para a semente de Abraão. (um meio de pedir misericórdia
enfim).
3. Para
confundir satanás neste dia porque os rabinos pensavam que ele ia acusá-los
neste dia.
O chifre usado no
dia de Rosha Sahanah é o chifre de carneiro para trazer a memória do Senhor
o sacrifício de Isaque pelo seu pai Abraão. Também um pedido para
misericórdia.
8) AS FESTAS DE ISRAEL
As 3 festas maiores,
celebrados anualmente em Israel: Exo. 23:14; 34:23; Lev 23; Num. 29; Deut.
16.
a. A
Páscoa e a do pães asmos /
Pesaeh
b. A festa da Sega (Colheita) / Shavuót
c.
A Festa dos Tabernáculos / Sucót
Existem outras festas, conforme o ensino Bíblico. Devemos estar as festa de
Israel detalhadamente, lembrando que há um observação Bíblica mas também há
certas modificações na observação delas entre os israelitas de hoje. Além
disso existem certas festas que devem se consideradas como “extra Bíblicas.”
A)
PÁSCOA CONFORME A BÍBLIA
A
instituição da Páscoa está registrada no livro de Exo. 12:1-20. Foi
instituída no dia 10 de Nisan até dia 14 e no dia 14 a dia 21, observaram a
dos pães asmos.
1. Um
Cordeiro: Exo. 12:3-4
Deus
lhes deu a ordem para sacrifica e um cordeiro. Um por cada família ou se a
família for pequena o cordeiro poderia duas famílias.
2. A
Condição do Cordeiro: Exo. 12:5
a) Havia
de ser macho de anos. b) Havia de ser
sem defeito.
3. O Cordeiro foi guardado até o dia 14: Exo.
12:6 parte a.
4. O
Cordeiro havia de ser imolado no crepúsculo da tarde: Exo. 12:6 parte b.
5. Os
Israelitas haviam de colocar o sangue do cordeiro em ambas as ombreiras e na
verga da porta. Exodo. 12:7.
6. Os Israelitas
haviam de comer carne assada no fogo, pães asmos, e ervas amargas naquela
noite. Êxodo 12:8
7. Outras instruções a cerca de comida e a festa dos pães asmos. Exodo
12:9-20.
Infelizmente, os
israelitas não guardavam a páscoa como foram mandados. A Bíblia registra 5
eventos da observação da páscoa:
1. No
Egito quando a festa foi instituída - Êxodo 12:1-20.
2. Observada
por Salmão - II Crônicas 8:12-13.
3. Observada
por Ezequias - II Crônicas 30.
4. Observada
por Josias - II Reis 23:21-23 cf. II Crô. 35:1-19.
5. Observada
pelo Messias, Jesus Cristo - Lc 22:1-20; Mt 26:17-19.
6. Cristo
é a nossa Páscoa - I Coríntios 5:7-8.
A OBSERVAÇÃO DA PÁSCOA DE HOJE EM DIA
Houve tantas
modificações na observação dessa festa que tecnicamente falando os
israelitas não observando a páscoa e sim a festa dos pães amos. Até que eles
observam a festa no dia 15 até 22 de Nisan. A festa é celebrada por 8 dias.
Israelitas usam um
livrinho que contém a ordem de serviço que deve ser observada na noite de
páscoa, chama-se “HAGGADAH SHEL PESSACH” (A NARRATIVA DA HISTÓRIA DA
PÁSCOA). Para Israel é a história ou declaração da sua independência. Este,
“Culto em Casa” chama-se o “SEDER” . (Ordem de serviço).
O festival de
páscoa (pesach) começa na véspera de 15 de Nisan (Abril) e dura 8 dias
Na noite do dia 14 o
chefe da família faz uma procura diligente na casa com uma vela na mão. Está
a procura de “chametz” (levedura) porque não é licito Ter leveduras na casa
durante esses 8 dias. Essa procura chama-se “Bedikat Chamatz”. De fato, a
senhora da casa fez uma limpeza espiritual durante o mesmo dia e a casa é
muito limpa. Porém, ela deixou de propósito alguns miolos de pão para ele
achar. Os miolos de pão são embrulhados e queimados na manhã seguinte. Essa
cerimônia é chamada de “Biur Chametz”. Ele era depois pedindo que Deus lhe
perdoe se houver uma levedura que não foi achada.
Tecnicamente falando
não é licito nem possuir alguma levedura durante pesach não só simplesmente
limpar a casa. Então, judeus piedosos que são donos de lojas que vendem
produtos de leveduras devem desembaraçar-se delas. Por isso inventaram uma
cerimônia chamada: “Meekirat Chametz”. (A venda de levedura). O judeu
piedoso deve vender sua possessão de leveduras para um gentio. A transação é
feita na presença de um rabino, geralmente, mas a possessão ‘devolvida
depois do Pesach. Na noite de páscoa, o pai volta da sinagoga para sua casa
decorada para a festa. A família está vestida com a sua melhor roupa. A mesa
está preparada em todos os símbolos tradicionais de pesach. A casa é bem
iluminada para comemorar o fato que as casas dos seus antepassados tinham
luz enquanto as dos egípcios estavam em trevas durante a nona praga. Exo.
10:21-23.
OS SÍMBOLOS NA MESA
1. O
Copo de Água Salgada: simboliza o Mar Vermelho e também as lágrimas dos seus
antepassados quando eram escravos.
2. Os
Três Matzos: (pães asmos) cobertos com uma toalha branca, Lembrando aos pães
asmos originais.
3. 4
Copos de Vinho Vermelho: simboliza o sangue do cordeiro.
4. O
Copo de Elias: Um copo de vinho é reservado para o profeta Elias. Também uma
cadeira e a porta aberta para sua vinda. Existe uma tradição rabínica que
Moisés virá na noite de Pesach. Isto simboliza a esperança dos Israelitas.
Será que ele virá nesta noite? Tomará o vinho? Anunciará a chegada do
Messias?
OS SÍMBOLOS NO
PRATO DE PESACH
1. Um
ovo: (o ovo cozido simboliza o sacrifício do cordeiro inteiro sem quebrar um
osso do cordeiro).
2. Um
osso: (simbolizando o cordeiro que não pode sacrificar sem o templo).
3. Charoseth:
(uma mistura de maçã moída, nozes e vinho) simboliza a mistura usada para
fazer os tijolos para Faraó.
4. As
amargas: (ervas amargas significa geralmente vida amarga no Egito).
5. Os
verdes: (provavelmente significa rábano silvestre). (rabanete silvestre).
O Sábado antes da
páscoa chama-se “os sábados há-gadel” ou “o grande sábado”.
Os israelitas tem
um culto em casa chamado “O Seder” (ordem de serviço) que já tinha
mencionado. O seder se encontra no livro “Haggadah Shel Pesach”. A ordem de
serviço é o seguinte:
1.
Kaddesh
2.
Rachtza
3.
Yachatz
4. Maggid
5. Motze-Natzah
6. Maror
7. Korach
8. Shulchan Aruch
9. Tzafon (Aphikomem)
10. Berech
11. Hallel
Explicação do Seder
1. Kaddesh: (Oração de
Santificação). Encher um copo de vinho (da redenção) “Abençoados és Tu,
Jeová, nosso Deus, Rei do Universo, que criou o fruto da videira. Abençoado
és Tu, ó Jeová, nosso Deus, que escolheste nos de entre todos os povos, e
nos exaltastes de todas as línguas e nos santificaste com teu mandamentos,
etc... Abençoado és Tu, Abençoados és Tu, Jeová, nosso Deus, Rei do
Universo, porque preservaste vivos e nos sustentaste e nos trouxeste até
está época de férias”. (Então todos tomam o primeiro copo de vinho).
2. Rachtza:
(Lavagem das Mãos). Para qualificá-lo como sacerdote da ocasião, o chefe da
família veste-se de um “Kittel” (um manto) e um “yarmulkeh”. Depois ele
reclina num leito preparado.
3. Carpas:
(Salsa, os Verdes). Salsa é distribuída entre os participantes. O chefe
Pronuncia uma benção e
mergulha a salsa na água salgada. Isto representa o “hissope” que foi
mergulhado no sangue e depois colocado na porta em Egito.
3. Yachatz:
(Divisão). O Chefe divide “Matzah” no meio e embrulha uma parte
escondendo-a debaixo de uma almofada. O outro pedaço é colocado dinovo na
mesa. O pedaço escondido chama-se “Aphikomem”. E é considerado precioso.
Todos ficam em pé, seguram o prato de “Matzah” e recitam: “Isto é o pão da
aflição que nossos pais comeram no Egito. Deixem todos os que tem fome
entrar e comer e os que estão em falta, entram para celebrar a páscoa. Hoje
estamos celebrando-a em Jerusalém. Este ano, somos servos, no ano que vem,
seremos livres na terra de Israel.”
4. Maggid: (Recital de
Ação de Graças). Recitem, Então, os milagres e as bençãos que Deus fez no
Egito quando os libertou. Orem para proteção no futuro e também que Deus os
vingues. A Haggadah (narrativa) começa com quatro perguntas pelo membro mais
moço da família.
Introdução: “Como é
que esta noite é diferente do que todas as outras?”
1. Em
todas as outras noites podemos comer pão levado (fermento) mas hoje a noite
comemos só Matzah (pão asmo). Porque?
2. Em
todas as outras noites podemos comer qualquer tipo de ervas. Hoje a noite só
ervas amargas. Porque?
3. Em
todas as outras noites, nem mergulhamos os verdes nenhuma vez. Hoje a noite
até duas vezes. Porque?
4. Em
todas as outras noites, jantamos ou assentados ou reclinados mas hoje a
noite todos jantam reclinados. Porque?
O Pai responde:
“Éramos escravos no Egito... e ele relata a narrativa toda conforme o ensino
de Torá (Ex. 13:8), exigindo uma aplicação pessoal da redenção, ele tem que
louvar a Deus como se fosse a sua própria redenção do Egito. Entoam Salmos
113 e 114. (os copos de vinho são enchidos de novo e todos bebem).
5.
Motze-Natzah: (quebrar a Matzah). O chefe da
família quebra a distribui pedaços de Matzah a todos.
6. Maror:
(ervas amargas). Cada pessoa recebe uma erva amarga que é então mergulhada
no Charoseth e comida.
7. Korach:
(colocar o rábano silvestre). Todos colam dois pedaços de rábano silvestre
entre Matzoth e mergulham-no na Charoseth, todos dizendo: “Em memória de
Hillel porque este famoso rabino o fez para cumprir”. Ex. 12:8. Talvez
fosse isto que Judas Iscariotes fez na noite em que traiu o Messias (Mat.
26:24-25 cf. João 13:30).
8. Shulchan
Aruch: (preparação da mesa). A mesa é preparada para jantar.
Tradicionalmente servem peixe, sopa, frango, etc... Torna-se uma festa de
alegria em fim.
9. Tzafon:
(escondido). No fim de Seder, uma criança procura o “aphikomen” que foi
escondido antes. A criança que o encontra recebe um presente. Os Hebreus
Cristãos vêem nisto, algo interessante. Para eles, os Matzoth representam a
trindade. O pedaço no meio que é quebrado e escondido representa “O Filho de
Deus, o Messias, cortado da terra (Daniel 9:26) escondido por enquanto e que
há de voltar! Todos tem que comer aphikomen”. (Todos bebem do terceiro
copo de vinho) cf. Mat. 26:26-29.
10. Berech:
(A Benção de Graça). A graça é pronunciada depois de jantar e todos que
lavar as mãos de novo e beber o terceiro copo (agora como está escrito em
cima). Enchem, então o quarto copo de vinho que significa que há de vir.
Neste momento, o filho mais velho deixe seu lugar para abrir a porta para
Elias.
11. Hallel:
(Louvor). Cantam os Salmos 115 a 118. O Chefe da família ora dizendo: “Ó
Deus de Abraão, Isaque e Jacó, quanto estamos pela sua promessa. Nós Te
imploramos agora, mandou o Seu Ungido, O Filho de Davi. Tenha misericórdia
sobre o Teu povo Israel. Recolha-nos conforme a Tua palavra e seremos o Teu
povo, ficaremos satisfeitos como nos tempos antigos. Eis que tudo está
pronto”.
(Uns momentos de
silêncio... Todos esperando Elias).
Finalmente, a porta e
fechada e o pai fala mais uma vez: “Até quando ó Deus, ficarás sempre bravo
conosco? Quando tornarás a Ter misericórdia para conosco e nos restaurarás
no Seu favor? Estamos sofrendo. Estamos espalhados entre os pagãs”. Eles nos
zombam dizendo: “Onde está o seu Deus? Onde está as promessas da sua vida?”.
Quase desanimamos mas estamos aguardando. Somos esquecidos e quase mortos
mas temos confiança ainda. O Senhor, nosso Deus, que possa Te agradar par
nos escolher logo, logo e nos restaurar no seu favor. Pelo menos, no ano que
vem, permite que nós celebremos a páscoa em Jerusalém, Sua cidade. Bebem o
quarto copo de vinho. O Seder termina com todos cantando “Chad Gadya” .
Explicação do Chad
Gadya: (Um Cabrito Só)
Chad Gadya: é um
corinho escrito na última pagina de Haggadah Shel Pesach. Mas o corinho tem
um significado especial.
O Pai Celeste comprou
um cabrito (Israel) com o sangue de circuncisão e o sangue da páscoa (o
cordeiro). O cabrito foi engolido pelo gato (Egito) que foi então
conquistado pelo cachorro (Babilônia) que então foi conquistado pelo pedaço
de pau (Mede Pérsia) e depois o fogo (Alexandre-Grécia) queimou o pau.
Depois a água (Roma) apagou o fogo, tornando-se um império mundial. Mas o
boi (os sarracenos) bebeu a água e então, foi morto pelo carneiro (cruzadas
religiosas) que então foi pegado pelo anjo da morte (os turcos) e finalmente
a relâmpago (Deus) acaba com o anjo da morte e salva o cabrito.
PÁSCOA E A SANTA
CEIA DO SENHOR
Mat. 26:17-30; Mar.
14:12-16; Luc. 22:7-23; I Cor. 11:23-29; João 13.
Nos ensinam que a
Santa Ceia foi instituída na noite da Páscoa pelo Messias de Israel, o
Senhor Jesus Cristo. Aparentemente, Jesus estava ensinando a seu discípulos
que a Santa Ceia ia tomas lugar da Páscoa e que Ele mesmo desde então o
Senhor Jesus é a nossa (dos filhos de Deus) Páscoa. I Cor. 5:7. Jesus
observou a Páscoa exatamente do jeito que acabamos de estudar, mas quando
Ele se levantou para partir a Matzah (aphikomen) e distribui-los aos
discípulos, então, Ele instruiu a Santa Ceia dizendo que o pão representava
o seu corpo, e mais tarde o vinho, o seu sangue.
Páscoa comemora a
redenção física do Egito.
A Santa Ceia comemora
a redenção espiritual do pecado.
Páscoa foi observada
anualmente.
A Santa Ceia é
observada livremente
Existem doutrinas
falsas em relação a observação da Santa Ceia. Por exemplo: o concílio de
Trento inventou a doutrina de transubstanciação (que os elementos, o pão e
o vinho tornem-se no corpo e no sangue de Cristo).
Os luteranos e outros
defendem a tese de consubstanciação (que a presença espiritual de Cristo
acompanha os clementes). Mas conforme a Bíblia os elementos apenas
representam ou simbolizam o corpo e o sangue de Jesus. Nós mostramos Sua
morte até que Ele venha, é simplesmente em memória de Dele.
Páscoa foi dada a
Israel como uma festa a ser observada perpetuamente. Ex 12:14; Lv 23:14
etc...
A Santa Ceia foi dada
a Igreja até que o Senhor volte. I Cor. 11:26.
O CORDEIRO DA
PÁSCOA É O TIPO DO CORDEIRO DE DEUS (CRISTO)
1. O
cordeiro havia de ser sem mancha, guardado 4 dias (Ex. 12:5-6 cf. João 8:46;
18:38).
2. O
cordeiro assim provado foi sacrificado (Ex. 12:6 cf. João 12:24; Heb 9:22).
3. O
sangue do cordeiro havia de ser aplicado (Ex. 12:7 cf. João 3:36).
4. O
sangue do cordeiro pela fé (mais nada) evitou julgamento (Ex. 12:13 cf. I
João 1:7). O sangue na porta foi o suficiente.
5. A
festa de Páscoa tipificou Cristo como Pão da Vida cf. A Santa Ceia. (Mat.
26:26-28 ; I Cor. 11:23-26).
b)
A FESTA DAS SEMANAS (SHAVUÓT)
A Festa de Shavuót
no livro de orações dos judeus é intitulado “Z’man Maçan Toracenu.” (A
época em que foi dada a Lei). Regozijo da Lei.
Querendo ligar essa
festa com algum evento histórico, como é no caso da páscoa, os israelitas
dizem que a Lei de Moisés foi dada no dia de pentecostes. Mas a pergunta é:
Se realmente foi dada a Lei de Deus neste dia? E como é que eles chegaram a
essa conclusão?
Em Êxodo, capítulo
12 nós lemos que o povo saiu do Egito no dia 14 de Abril. (1 mês).
Em Êxodo, capítulo 19
vemos que os israelitas chegaram ao Monte Sinai no 1 de Junho. (3 mês). Em
Êxodo, capítulo 19 mais a diante, aprendemos que o povo israelita tinha de
passar 3 dias ao pé do monte, preparando-se para o que ia acontecer.
A Lei foi dada só
depois de passado todo este tempo.
Os israelitas viajaram
dezesseis dias durante o primeiro mês, e vinte e nove no segundo, com mais
um dia no terceiro, e passaram três dias esperando em preparativos. Somando
estas cifras, chegamos ao total de quarenta e nove dias, o tempo que passou
desde a saída do povo de Israel do Egito até no dia anterior a recepção da
Lei. Assim no qüinquagésimo dia após a Páscoa, no próprio dia de Pentecostes
o povo escolhido recebeu os 10 mandamentos. (50 dias depois do segundo dia
de Páscoa).
Alguns costumes
observados em relação a Shavuót são:
1. É
costume comer os lacticínios no 1 dia de Shavuót porque Ex. 23:19 diz as
primícias dos primeiros frutos da terra trarão á casa de Senhor teu Deus e
sem interrupção prossegue Dizendo: “não cozerás o cabrito no leite de sua
mão. Outra razão dada é: quando pais voltaram as sua tendas depois de terem
recebido a lei, estavam com fome e não aguentavam esperar até que fosse
preparada uma refeição e carne e portanto se satisfizeram comendo dos
lacticínios que estavam a mão.”
2. É
costume ler o livro de Rute nas sinagogas porque a história dela realizou-se
nas épocas segas do trigo e cevada. E porque Rute, de vontade Livre, tomou
si o julgo de Torá. E finalmente porque Rute veio a ser a avó do Rei Davi e
este conforme a tradição judaica , faleceu no dia da festa do Shavuót.
Pois bem! Desde que é
o aniversário da Lei é então, como já disse, consideração o nascimento de
Judaísmo. Pentecostes só 50 dias após páscoa. Passaram 1500 anos depois da
celebração da primeira Páscoa e a primeira Festa de Semanas ou Pentecostes.
Profetas pregaram e escreveram falando sobre o Messias que viria para
redimir Israel. Finalmente o Messias veio! Ensinava, pregava, curava, foi
rejeitado e crucificado. Morreu e foi sepultado e ressuscitou! Mandou que
seus discípulos esperassem até a promessa do Pai. Eles esperaram desde a
Páscoa até Pentecostes e no qüinquagésimo dia estava reunidos num lugar
quando de repente veio do céu um como de um vento impetuoso, encheu toda a
casa onde estavam. Todos foram batizados e cheios do Espírito Santo.
A Igreja de Cristo,
nasceu! O seu aniversário? É no dia de Pentecostes!
c) FESTA DOS
TABERNÁCULOS (SUCCOT)
Referencias na
Bíblia:
Êxodo 23:16 parte (b); Deut. 16:13-15 e 17; Lev. 23:33-34.
- Conforme
a Bíblia a festa foi observada durante 7 dias. 15 de Tishri (Set-Out) à dia
22.
- O
primeiro dia, era o dia de santa convocação (dia de descanso).
- Ofereceram
sacrifícios todos os dias (a tradição rabinica diz que sacrificaram 13
sacrifícios no primeiro dia, 12 no segundo etc... 70 para todas as nações).
- Ofertas
queimadas no oitavo dia.
- Frutos
das árvores.
- Ramos
de palmeiras (lulevim).
- Habitaram
em tendas de ramos 7 dias, (para lembrar que os pais assim fizeram).
Enfim era uma festa
memorial e ação de graças para o fruto recolhido.
A Festa hoje em
dia:
A. Começa no dia 15 de
Tishri.
B. Observada
pelos ortodoxos e conservadores por 9 dias. Adicionaram o nono dia porque a
festa mudou o seu caráter. Comemoram no fim dela “Simchat Torá”, regozijo
por Ter recebido a Lei Mosaica.
C. Observada em Israel
e pelos reformados por 8 dias.
D. A festa é a
considerada a mais alegre de todas. Os rabinos dizem: “quem nunca viu
Jerusalém na época dessa festa não sabe o que significa regozijar mesmo.”
(Eles bebem, cantam, dançam regozijam). Ë um festival de outono. Depois da
ceifa realiza-se essa festa dando graças a Deus por tudo que foi ceifado e
oram que Deus lhes de chuva o ano que vem.
A festa tinha vários
nomes:
Chag Há-osif -
Festival da colheita. Lev. 23:29.
Chag Há-succot - Festival de tendas de ramos. Lev 23:42-43.
Chag Adonai - Festival de Deus. Lev. 23:39.
HeeHag - O Festival. João 7:37.
A festa
tinha o caráter agrícola:
hoje em dia é mais
ligada com a Lei e a Torá.
Símbolos
usados na festas: As tendas de ramos, o lilvou, o cthrog , o cântaro de
água usado pelo sacerdote.
Pr. Calvin Gardner
Adaptação: Pr Elias de Oliveira