A Bíblia ensina que Jesus Cristo nos comprou com seu sangue para fazer de
nós reis e sacerdotes (Ap 5.9,10), o que nos faz compreender a visão do
sacerdócio universal do crente. Diferente da idéia pintada pela igreja há
séculos, não temos duas categorias distintas na Igreja: o clero e os leigos.
Todos são sacerdotes e deveriam funcionar como tal. A Bíblia distingue
posições de governo dentro da Igreja Local, mas não limita o sacerdócio a
uns poucos cristãos. Todo crente deve ‘funcionar’ em seu lugar no Corpo de
Cristo, e todos têm a responsabilidade de ministrar ao Senhor, bem como aos
homens, em nome d’Ele.
Esta visão tem sido resgatada em nossos dias, e somos gratos a Deus por
isso. Contudo, mesmo para aqueles cujo coração já se encontra aberto a esta
verdade, ainda vemos muitos com uma dificuldade: a de não enxergarem o
sacerdócio do lar como algo fundamental.
O sacerdócio começa no lar
Antes de ser sacerdote na igreja, o homem tem que ser sacerdote na sua
própria casa: É necessário, portanto, que o bispo seja irrepreensível,
esposo de uma só mulher [...] e que governe bem a própria casa, criando os
filhos sob disciplina, com todo o respeito (pois, se alguém não sabe
governar a própria casa, como governará a Igreja de Deus? (1Tm 3:2a,
4-5.)
Não é porque vai governar a igreja que o bispo tem que ter um bom lar, mas
justamente o contrário. O homem tem que ser o pastor do seu lar; isto é
requisito não só para quem ingressa no ministério de tempo integral, mas é
um exemplo de vida cristã. E se a pessoa não cumpre um requisito básico da
vida cristã, então não tem autoridade para ser um ministro à frente da
Igreja.
Portanto, o mandamento de ser sacerdote no lar é para todo cristão. E isto
envolve uma excelente conduta familiar, que depois será cobrada do líder
como exemplo para o restante do rebanho: Por esta causa te deixei em
Creta, para que pusesses em ordem as coisas restantes, bem como, em cada
cidade, constituísse presbíteros, conforme te prescrevi: alguém que seja
irrepreensível, marido de uma só mulher, que tenha filhos crentes que não
são acusados de dissolução, nem são insubordinados. (Tt 1.5-6.)
O homem, além de ser fiel à sua esposa, deve conduzir seus filhos no caminho
do Senhor e numa vida de santidade, o que exigirá dele não só conselhos
casuais, mas todo um acompanhamento, investimento e ministração na vida
espiritual de seus familiares. O posicionamento de um homem de Deus sempre
deve envolver sua casa. Este foi o exemplo dado por Josué: Mas se vos
parece mal servir ao Senhor, escolhei hoje a quem sirvais, se aos deuses a
quem serviram vossos pais, que estavam dalém do Rio, ou aos deuses dos
amorreus, em cuja terra habitais. Porém eu e a minha casa serviremos ao
Senhor. (Js 24.15.)
O texto acima reflete a responsabilidade de Josué de não apenas buscar ao
Senhor, mas servi-lo com toda a sua família. Quando se trata de família, não
existe a história de “cada um por si”. Embora a responsabilidade de cada um
diante de Deus seja individual, precisamos aprender a lutar por nossos
familiares, especialmente aqueles que possuem a incumbência de exercer o
sacerdócio do lar.
O plano de Deus não é apenas para o homem sozinho, mas para toda a sua
família. Quando o Senhor decidiu julgar e destruir a humanidade nos dias de
Noé, não proveu salvação para ele sozinho, mas para toda a sua família (Gn
6.18). Vemos também que Deus prometeu a Abraão que nele seriam abençoadas
todas as famílias da Terra (Gn 12.3). Ao tirar Ló de Sodoma, o anjo do
Senhor fez com que ele saísse com toda a família (Gn 19.12). No Novo
Testamento encontramos um anjo visitando Cornélio e dizendo que deveria
chamar a Pedro, o qual te dirá palavras mediante as quais será salvo, tu
e toda a tua casa (At 11.14). E além de todas estas porções bíblicas,
encontramos a clássica declaração do apóstolo Paulo ao carcereiro de
Filipos: Crê no Senhor Jesus, e serás salvo, tu e toda a tua casa.
(At 16.31.)
Deus tem um plano para toda a família. Não quer dizer que porque um se
converteu, todos irão converter-se por causa deste texto. Não creio que ele
seja uma promessa a todo crente, mas sim que revele uma intenção de Deus
quanto às famílias de uma forma geral. Vale lembrar que Paulo declarou isto
ao carcereiro num momento em que este homem ia se matar. Paulo não podia
vê-lo, pois além de estar dentro de sua cela, a Bíblia diz que eles estavam
no escuro. O apóstolo Paulo teve uma revelação do Espírito Santo para uma
pessoa específica, num momento específico. Não posso dizer: “Ei, Deus! Você
prometeu que se eu cresse iria salvar todo mundo lá em casa!”. Mas posso
muito bem orar pelos meus familiares crendo que há um plano divino para a
família. Cada familiar meu tem o direito de escolha, se dirão sim ou não a
Jesus Cristo, é responsabilidade pessoal de cada um deles. Mas farei de tudo
para convencê-los, ensiná-los, cobri-los de oração intercessória e tudo o
mais que for possível. No caso deste carcereiro filipense, o Senhor mostrou
de antemão toda a família salva. Mas para cada um de nós, mesmo se não diga
de antemão o que irá acontecer, Deus já revelou seu plano em sua Palavra
para toda a família. E o sacerdote do lar tem uma grande responsabilidade de
afetar o destino dos seus entes queridos.
O cabeça é o responsável
Na condição de cabeça do lar, o homem é o responsável de quem Deus cobrará o
exercício do sacerdócio. É óbvio que a mulher deve participar exercendo o
sacerdócio juntamente com seu marido, mas a responsabilidade maior não está
sobre os seus ombros. Muitos maridos se acomodam por ver sua esposa fazendo
bem o seu papel, mas não deveriam agir assim. Por melhor que seja a ajuda da
mulher, o homem tem que fazer a sua parte!
No caso da mulher cujo marido não é convertido, entendemos que ela deve
assumir a posição de sacerdotisa sobre os filhos, porém não sobre seu
marido. Parece-nos ter sido exatamente o que aconteceu na casa de Timóteo,
discípulo do apóstolo Paulo. A Bíblia menciona apenas a mãe dele como sendo
convertida: Chegou também a Derbe e a Listra. Havia ali um discípulo
chamado Timóteo, filho de uma judia crente, mas de pai grego; dele davam bom
testemunho os irmãos em Listra e Icônio. (At 16.1-2.)
E além da Bíblia não falar nada sobre o pai de Timóteo sendo convertido,
ainda mostra que a cadeia de ensino e discipulado foi sendo transmitida por
meio da avó e depois da mãe dele: Lembrado das tuas lágrimas, estou
ansioso por ver-te, para que eu transborde de alegria pela recordação de tua
fé sem fingimento, a mesma que, primeiramente, habitou em tua avó Lóide e em
tua mãe Eunice, e estou certo de que também, em ti. (2Tm 1.4-5.)
Portanto, na falta do homem como sacerdote, ou na incapacidade dele de
exercê-lo – por não ser convertido, por exemplo – a mãe assume este papel,
porém sempre em relação aos filhos, nunca em relação ao marido: E não
permito que a mulher ensine, nem exerça autoridade sobre o marido. (1Tm
2.12.)
Os pais cristãos devem entender a sua responsabilidade de suprir não só as
necessidades materiais e emocionais de seus filhos, como também as
espirituais. A Palavra de Deus declara que Herança do Senhor são os
filhos; o fruto do ventre, seu galardão (Sl 127.3). Os filhos não nos
pertencem, são propriedade de Deus. Ele apenas nos confiou seus cuidados, e
um dia teremos que responder perante Ele por isso. Daremos conta da forma
como criamos nossos filhos, e isto deve trazer temor ao nosso coração,
especialmente no que diz respeito à formação espiritual deles. Não podemos
brincar com esta questão!
Deus está chamando os pais a assumirem um compromisso maior com Ele de
ministrar a vida espiritual de seus filhos. É preciso ministrar-lhes o
coração. Desde os dias da Velha Aliança o Senhor já esperava isto: Não te
esqueças do dia em que estiveste perante o Senhor, teu Deus, em Horebe,
quando o Senhor me disse: Reúne este povo, e os farei ouvir as minhas
palavras, a fim de que aprenda a temer-me todos os dias que na terra viver e
as ensinará aos seus filhos. (Dt 4.10.)
No versículo anterior a este, Deus já havia dito: ...e as farás saber aos
teus filhos e aos filhos de teus filhos (Dt 4.9), precisamos ministrar a
Palavra de Deus aos nossos filhos! Nosso ensino – ou a falta dele – tem o
poder de afetar o resto da vida deles; foi Deus mesmo quem declarou isto:
Ensina a criança no caminho em que deve andar, a ainda quando for velho, não
se desviará dele. (Pv 22.6.)
Não se trata apenas de dar uma boa educação, mas sim a verdadeira educação.
Ensinar-lhes a andar nas veredas da justiça, nos caminhos bíblicos. Isto
também é um mandamento claro e expresso da Nova Aliança: E vós, pais, não
provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e admoestação do
Senhor. (Ef 6.4.)
Cobertura de oração
Também vemos na Bíblia que o sacerdote do lar deve cobrir os seus com
oração. A Palavra de Deus nos mostra que Isaque orava a Deus para que
abrisse a madre de Rebeca, sua mulher. E Deus ouviu suas orações (Gn 25.21).
As Escrituras ainda nos falam acerca de Jó, que periodicamente chamava seus
filhos para um culto e sacrificava ao Senhor em favor deles, com medo de
terem pecado contra Deus (Jó 1.5).
O homem e mulher de Deus precisam ter um coração e uma vida de oração
voltados para cobrir e proteger a sua família. Vemos este exemplo na vida de
Esdras: Então, apregoei ali um jejum junto ao Rio Aava, para nos
humilharmos perante o nosso Deus, para lhe pedirmos jornada feliz para nós,
para nossos filhos, e para tudo o que era nosso. (Ed 8.21.)
Em 1Sm 30 lemos acerca de Davi e seus homens saindo para a batalha e
deixando suas mulheres e crianças desprotegidas em Ziclague. Enquanto eles
estavam fora, os amalequitas incendiaram a cidade e levaram suas mulheres e
filhos em cativeiro. Três dias depois, eles chegaram e se desesperaram pelo
ocorrido. Finalmente, se fortaleceram no Senhor e foram atrás dos seus,
conseguindo resgatá-los. Aprendemos duas lições aqui. Primeiro que
precisamos proteger os nossos familiares, cobrindo-os em oração e não
permanecendo distantes deles. Segundo, que algumas vezes nos tornamos
descuidados, e o inimigo pode se aproveitar de nosso descuido. Mas também
aprendemos que Deus é fiel, e mesmo quando falhamos, sua misericórdia nos
ajuda a consertar naquilo em que erramos.
O Sacerdócio envolve proteção. Deus nos mostrou isto em sua Palavra desde o
início, com o que ordenou a Adão, no Jardim do Éden: Tomou, pois, o
Senhor Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e
guardar. (Gn 2.15.)
Note que além de cultivar o jardim, o homem deveria também guardá-lo,
protegê-lo. Mas guardar de quem, se nem mesmo Eva ainda havia sido criada?
Penso que Deus já estava indicando a Adão que Satanás, o inimigo de nossas
almas, tentaria destruir o que o Senhor estava colocando nas mãos do homem.
Se Adão tivesse protegido a Eva, em vigilância, bem como ministrando-a sobre
a importância da obediência ao Senhor, provavelmente aquilo não teria
acontecido. Também nós precisamos guardar e proteger nossas famílias, e isto
envolve oração e vigilância, bem como a ministração da Palavra de Deus em
nossos lares.
Muita gente fala da forma maravilhosa como Deus visitou a casa de Cornélio
(At 10) com salvação e enchimento do Espírito Santo. Mas isto não aconteceu
de graça. Este homem orava continuamente a Deus. E onde há uma semeadura de
oração, sempre haverá uma colheita da manifestação do poder de Deus! Se
cobrirmos nossa casa de oração, veremos feitos grandiosos acontecendo em
nosso favor, pois o Senhor SEMPRE age num ambiente de muitas orações.
Orando juntos
Penso que além de cobrir os familiares com oração, o sacerdote do lar deve
proporcionar um ambiente de oração onde os seus não só recebam oração em seu
favor, mas também aprendam a orar. Orar juntos, em família, como muitas
vezes acontecia também com os irmãos da igreja em seu início: Passados
aqueles dias, tendo-nos retirado, prosseguimos viagem, acompanhados por
todos, cada um com sua mulher e filhos, até fora da cidade; ajoelhados na
praia, oramos. (At 21.5.)
Exercer o sacerdócio não é só declarar a Palavra de Deus dentro de casa, mas
primeiramente vivê-la. Porém, além de se dispor para ministrar aos filhos, e
também um ao outro, o casal cristão deve aprender a prática de orar juntos.
Não quero dizer orar juntos o tempo todo, mas isto deve também acontecer em
suas vidas. Quando o casal ora junto, goza de princípios operando em seu
favor que orando sozinho não se experimentaria. Ainda vos digo mais: Se
dois de vós na terra concordarem acerca de qualquer coisa que pedirem, isso
lhes será feito por meu Pai, que está nos céus. Pois onde se acham dois ou
três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles. (Mt 18.19-20.)
Ao orar junto, o casal aumenta seu “poder de fogo” contra o inimigo, pois no
reino de Deus, quando dois se unem, o efeito não é de soma, mas de
multiplicação. É sinérgico! Moisés cantou acerca deste princípio ao
mencionar o que Deus fizera acerca do exército de Israel: Como poderia um
só perseguir mil, e dois fazer fugir dez mil, se a sua rocha lhos não
vendera, e o Senhor não lhos entregara? (Dt 32:30.)
A Bíblia mostra que deve haver sintonia natural e espiritual entre o casal.
Desentendimentos vão roubar deles o poder de unidade nas orações, que por
sua vez serão impedidas: Igualmente vós, maridos, vivei com elas com
entendimento, dando honra à mulher, como vaso mais frágil, e como sendo elas
herdeiras convosco da graça da vida, para que não sejam impedidas as vossas
orações. (IPe 3.7.)
A “correria” é um dos maiores inimigos deste tempo de oração que o casal
deve ter juntos. E cada um deve aprender a “driblar” suas dificuldades e
conseguir praticar este princípio de alguma forma.
Não deve haver vergonha ou críticas quanto à forma de cada um orar. A
intimidade no que diz respeito à vida espiritual precisa ser desenvolvida da
mesma forma que a física e emocional.
O culto doméstico
Exercer o sacerdócio no lar não requer um horário específico ou dia marcado,
é atividade a ser exercida sempre, em diferentes situações. Mas a prática de
um culto em família auxilia muito.
Devemos desenvolver o hábito de cultuar a Deus em família, o que envolve o
ir juntos à Casa do Senhor, como vemos acontecendo desde os dias do Velho
Testamento: Todo o Judá estava em pé diante do Senhor, como também as
suas crianças, as suas mulheres e os seus filhos. (2Cr 20.3.)
No mesmo dia, ofereceram grandes sacrifícios e se alegraram; pois Deus os
alegrara com grande alegria; também as mulheres e os meninos se alegraram,
de modo que o júbilo de Jerusalém se ouviu até de longe. (Ne 12.43.)
Elcana subia com toda a sua família para adorar ao Senhor (1Sm 1.1-5).
Acredito que pais cristãos devem levar seus filhos à igreja. Mesmo que ela
não seja perfeita (e não é, porque não existe igreja perfeita!), é melhor
que eles cresçam num ambiente que exalta ao Senhor e sua Palavra do que num
ambiente mundano que exalta o pecado e os prazeres da carne. Lemos no
Evangelho de Lucas que os pais de Jesus o levaram ao templo para
consagrarem-no ao Senhor (Lc 2.22-24), depois há registros de que o fizeram
por ocasião da Festa da Páscoa quando ele estava com 12 anos (Lc 2.41-43),
mas a maior evidência de que Jesus cresceu exposto ao ensino da Lei na
Sinagoga era o conhecimento que ele trazia (como homem) das Escrituras.
Cultuar ao Senhor em família não envolve somente o ir à igreja, mas também
pode abranger um culto familiar na própria casa. Foi exatamente isto que
aconteceu na casa de Cornélio (At 10.33). A reunião familiar também não
precisa acontecer apenas dentro de casa. Além dos cultos na igreja, podemos
nos reunir em algum outro lugar (e até mesmo com outras famílias) para
buscar ao Senhor (At 21.5).
A negligência trará conseqüências
Quais as conseqüências de se negligenciar o sacerdócio no lar? Juízo divino
para o sacerdote, além da evidente rebeldia dos filhos. A primeira palavra
profética que Samuel proferiu foi contra alguém que ele certamente amava: o
sacerdote Eli, que o criava no templo. E o que Deus disse envolvia a casa
dele e sua negligência no sacerdócio familiar: Naquele dia, suscitarei
contra Eli tudo quanto tenho falado com respeito à sua casa; começarei e o
cumprirei. Porque já lhe disse que julgarei sua casa para sempre, pela
iniqüidade que ele bem conhecia, porque seus filhos se fizeram execráveis, e
ele não os repreendeu. (1Sm 3.13.)
O Senhor trouxe advertências anteriores, mas Eli não deu ouvidos. Deus está
falando de negligência aqui. Diz que embora conhecesse bem o pecado dos
filhos, Eli não os repreendeu. Toda omissão no sacerdócio do lar sempre
trará conseqüências sérias. Davi teve problemas com vários de seus filhos, e
se você estudar com calma a história dele, perceberá o quanto ele era
negligente em relação a seus filhos. Adonias, assim como Absalão, se
exaltou, querendo usurpar o trono. Mas por trás desta atitude de rebelião, a
Bíblia mostra a negligência de Davi como sacerdote em sua casa: Jamais
seu pai o contrariou, dizendo: Por que procedes assim? (1Rs 1.6.)
Se não quisermos sérios problemas futuros com os nossos filhos, e muito
menos ver a qualidade do relacionamento deles com Deus sendo comprometida,
então precisamos ser sacerdotes dedicados em ministrar e cobrir suas vidas.
Que o Senhor nos ajude a ordenar nossos passos nesta área
Luciano P. Subirá
Pastor da Comunidade Evangélica Alcance, em Curitiba/PR. É também o
responsável pela Orvalho.com, editora e ministério de ensino ao
Corpo de Cristo.