Namoro
misto, pecado?
Muitos crentes têm o seu coração dividido entre a paixão
por uma pessoa descrente e o amor a Deus. O principal objetivo deste estudo
visa ajudar jovens crentes que se encontram envolvidos em namoro com
descrentes.
Namoro: vantagens
e perigos
A Bíblia nada nos fala sobre namoro, a razão é porque nos
tempos bíblicos os costumes eram outros, o pai era quem escolhia a noiva
para seu filho.Uma vantagem no namoro de hoje é o conhecimento mútuo e a
liberdade para poder acabá-lo.Um perigo se encontra nas carícias íntimas e
um outro em achar que se pode namorar o quanto mais, melhor. Os prejuízos
acarretados por uma pessoa assim reflete em uma imagem bastante depreciada,
tempo sacrificado, constante exposição à sensualidade.
Namoro misto e separação
Separação: um dos princípios básicos das Escrituras.
Baseando-se nos princípios de separação existe uma exigência divina em que
os crentes não devem ter uma comunhão íntima com os não-crentes (Gn 12.1;
2Co 6.14-18).Paulo indica que pessoas diferentes, ou seja, um crente e um
descrente, que se encontram ligados entre si, sujeitos as mesmas obrigações
e responsabilidades, constitui uma união não aprovada por Deus, um par
desigual.Na relação entre crente e descrente o que se requer é: nada de jugo
desigual, sociedade, comunhão, harmonia, união ou ligação.Existem
relacionamentos que são aprovados entre o crente e o descrente: amizade
comum, transação comercial, profissional, grêmios culturais e esportivos em
colégios, etc. Da mesma forma os não aprovados: sociedade comercial,
casamento, comunhão espiritual. Em uma amizade íntima de um crente com um
descrente há três grandes perigos:
1. Esse tipo de amizade desenvolve uma forte influência de um para com o
outro.
2. O crente sente-se de várias formas tentado a se comportar de forma não
recomendável para acompanhar o seu amigo descrente.
3. Esse tipo de amizade toma muito tempo do crente. O namoro desigual colide
com outros princípios bíblicos.
Mais três princípios:
Namoro Misto e o Propósito das Ações
Um namoro cheio de propósitos puros gera automaticamente
atitudes corretas (1Sm 10.7b). O propósito de todo namoro deve ser o
casamento e quando esse propósito não está na mente dos namorados, então o
namoro fica distorcido.
Namoro Misto e a Pureza do Crente
No namoro, o sexo mesmo sendo entre crentes, constitui-se
em uma das áreas mais delicadas da vida cristã. Sabemos que o sexo em si não
é de forma alguma pecaminosa, pois foi dado por Deus, porém este deve ser
praticado exclusivamente entre casados. Entre o casal de namorados há sempre
uma forte atração sexual. Deve-se cuidar com carinhos que no início são
sempre ingênuos, logo avançam e transformam-se em intimidades sexuais.Paulo
incita aos crentes a fugirem de toda sorte de imoralidade. Existe uma
probabilidade bem grande do crente contaminar a sua pureza com o descrente.
Deus exige que seus filhos mantenham-se incontaminados e o descrente
dificilmente contribui para isso.
Namoro Misto e o Bom Testemunho
O namoro misto para o crente, provoca mau testemunho e
sofrimento para sua igreja. Ele afeta o testemunho para com os de fora,
ocorrendo então vários comentários e cobranças para com o crente. Para com
os de dentro o crente pode influenciar recém-convertidos a seguirem o seu
exemplo. Paulo nos fala que o crente deve ter um testemunho digno para com
todos. Argumentos???Muitos procuram arranjar bons argumentos para lhes
servirem de “tábua de salvação”. Entre os vários estão: “Eu não namoro para
casar”, porém esquecem que estão deturpando o significado do namoro. “Eu não
consigo acabar o namoro”, muitos culpam a Deus por não conseguirem terminar
tal namoro, porém esquecem que ‘Deus é fiel e não permitirá que sejais
tentados além das vossas forças’. O problema é evidenciado na falta de
forças para enfrentar a vida sem aquele namoro.
O que estes devem fazer é: primeiro, acabá-lo; segundo, e
depois serem capacitados a suportar as consequências. Talvez alegam que
gostam mais da namorada ou namorado e não suportaria ficar longe dela,
amando mais a ela do que a Cristo; ou alegam que a namorada o ama tanto e
sofreria com o seu fim. Mas Cristo nos amou muito mais, sendo cuspido por
amor de nós, esbofeteado no rosto, humilhado e escarnecido publicamente e
ainda como se não bastasse morreu em uma cruz, tudo por amor a você. “Estou
evangelizando a minha namorada”, mas esquecem que se não estão obedecendo a
Deus, como esperar que ela o faça? “Muitos namoros desiguais já deram
certo”, porém se esquecem que fatos isolados não nos dão condições para
conclusões definidas.
Algumas vezes é a misericórdia de Deus por esse filho,
apesar do namoro irregular. “Dificilmente conseguirei um crente para namorar
e casar”, porém esquecem do poder e do cuidado de Deus por seus filhos e que
Ele pode providenciar tudo, inclusive uma namorada. “Já sou muito fiel em
outras áreas”, dizendo assim se esquecem que Cristo quer que guardemos todos
os seus mandamentos. “Já fui disciplinado, agora é que eu namoro mesmo”, mas
esquecem que a disciplina é para o crente sentir o peso do pecado e voltar
para os passos de Cristo; reagir negativamente é acrescentar pecado sobre
pecado.
Vale a Pena?
Os que namoram descrentes e acham que sinceramente não
estão cometendo pecado algum, torna-se necessário fazer uma avaliação sobre
este assunto da vida cristã baseado nas seguintes perguntas: Tem examinado
as Escrituras? Tem orado?Os que usam os argumentos apenas como mera desculpa
se encontram bem mais complicados diante de Deus, pois estão sendo
hipócritas e Cristo falou claramente contra esse tipo de pessoa. Uma
pergunta pode ser feita: Vale a pena correr o risco de desagradar a Deus com
um namoro misto?Os riscos possíveis seriam: entristecer o Espírito Santo;
sofrer disciplina diretamente de Deus; provocar sofrimento a Igreja em geral
e irmãos em particular; sofrer disciplina da Igreja; mostrar-se indigno do
Senhor Jesus Cristo; vir a casar-se com o descrente, comprometendo sua
futura felicidade; os filhos desse casamento misto serão orientados de uma
maneira confusa.
Outra pergunta seria: Vale a pena praticar algo que é, no
mínimo, duvidoso?A Palavra de Deus diz que aquele que pratica o que se tem
dúvida é condenado.Em suma: ele está pecando perante Deus. Não um pecado que
é passageiro, sendo por um breve momento cometido, e sim um pecado
consciente, contínuo, prolongado.
Pr. Cleverson de
Abreu Faria
www atosdois.com.br
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