Ministrando a Deus ou aos homens?
“...servindo de boa vontade, como ao Senhor e não como a homens...” (Efésios
6:7).
As dificuldades que um dirigente de louvor confronta enquanto está
conduzindo o povo na adoração congregacional são inúmeras. Dentre as mais
corriqueiras e mais discutidas entre os líderes e dirigentes está a
excessiva preocupação com a aprovação e agrado dos homens no que diz
respeito a sua performance. Na verdade, alguns expõem que a dificuldade está
no fato de que nos prendemos demais naquilo que nossos olhos enxergam (o
povo, o homem) e esquecemos de adorar “em espírito e em verdade” (ou seja,
não dirigimos o louvor a Deus, mas ao povo).
Percebo que muitos dirigentes estão com o coração aflito por causa deste
problema. Eles estão com a consciência pesada pois sabem que durante o culto
se esquecem (involuntariamente) dAquele que deveria ser o centro de todas as
atenções. Alguns já me confessaram totalmente contristados: “Irmão, me ajuda
porque eu não consigo me concentrar em Deus, estou muito preocupado com as
pessoas!”.
Há algum tempo atrás enfrentei este problema. Sentia-me culpado porque media
o sucesso da minha direção na resposta, no “feedback” da igreja. Se eu
percebia que o louvor estava fluindo e os irmãos estavam cantando conosco
com toda a avidez então concluía que Deus estava “aceitando” a adoração. Se
nalgum dia a igreja não estivesse disposta a cantar, então era porque Deus
não queria ser louvado, não era dia de louvor, ou seja, os ares espirituais
estavam muito tenebrosos (que triste conclusão!).
É um erro pensar que as músicas que agradam as pessoas, são as mesmas
músicas que agradam a Deus e são as mesmas que Ele quer ouvir no mesmo
momento em que as pessoas querem ouvir. Às vezes, pecamos ao pensar que Deus
é apenas mais um na platéia, que a opinião de Deus tem o mesmo peso que a
opinião do irmão José. A voz do povo não é a voz de Deus! O povo é o povo e
Deus é Deus!
Muitas vezes já falei coisas durante o culto que desagradaram a homens, mas
agradaram a Deus. Por outro lado, já falei palavras e cantei músicas para
agradar a homens e acabei desagradando a Deus (e por isso me arrependo
profundamente). Alguém poderia perguntar: “Então quer dizer que só tenho que
cantar e ministrar palavras que desagradam os homens, para agradar a Deus?”.
Naturalmente, não. Haverá momentos que o que Deus quer falar vai agradar os
homens, vai levar o povo à presença dEle. E aí haverá a tão desejada
fluência no louvor, porque a vontade de Deus vai ser valorizada, vai ter
peso. Já foi dito: “Porventura, procuro eu, agora, o favor dos homens ou o
de Deus? Ou procuro agradar a homens? Se agradasse ainda a homens, não seria
servo de Cristo” (Gálatas 1:10).
O que quero trazer à luz neste artigo é que os dirigentes de louvor devem
estar mais preocupados com Deus e sua vontade do que com o que o povo vai
pensar ou falar de sua performance. Assim os dirigentes podem ficar mais
descansados e em paz, pois fazer a vontade de Deus é infinitamente melhor do
que fazer a vontade dos homens. Prefiro ser avaliado e julgado por Deus do
que pelos homens. Então, meu irmão, descanse em Deus e se preocupe em
ministrar a Ele. Deus é misericordioso, já o povo não tem piedade (Marcos
15:14). Procure agradar a Deus. Quanto aos homens... bem, prepare-se...
algumas vezes haverá críticas, insatisfação, desagrados, julgamentos e
condenações. Quanto a Deus... Ele estará sorrindo para você!
Um abração em Cristo Jesus
Ramon Tessmann
www vidanovamusic.com/ramon