A oração consiste em manter
comunhão com Deus. A fé nos faz entender que Deus existe, é um ser real que
pode e quer ouvir-nos. Simplificando: orar é falar com o Senhor, expondo
nossa gratidão, felicidade, adoração, necessidades e buscando socorro quando
necessário. O Espírito de Deus que habita nos corações dos santos deixa-nos
continuamente ligado ao Eterno, possibilitando-nos falar com Ele a cada
instante, independente do lugar onde estejamos. Por exemplo: andando pelas
ruas, dirigindo, numa fila de banco, trabalhando, etc. (Pode-se orar em voz
audível ou apenas em espírito.) Experimente e verás que tua comunhão com o
Pai se estreitará maravilhosamente.
A oração é ordenada por Deus, sem oração não há comunhão
(“Buscai o SENHOR enquanto se pode achar,
invocai-o enquanto está perto”. Is 55.6 vejam também: Mt 7.7 e Fp
4.6). Há muitos crentes que querem crescer na
presença de Deus, serem úteis à obra, no entanto, não reservam tempo
para orar; quando o faz é na igreja (cultos) ou no final da noite quando vão
dormir, devido ao cansaço, somado ao sono, torna-se mecânica (repetitiva) e
desprovida de “óleo”, uma oração sem vida. Esta prática é rejeitada por Deus
e não sobe diante do Trono. Sim, devemos orar na igreja, ao amanhecer,
antes de dormir, a todo o momento; mas com zelo
(“Assim também o Espírito de Deus vem nos ajudar na nossa fraqueza. Pois
não sabemos como devemos orar, mas o Espírito de Deus, com gemidos que não
podem ser explicados por palavras, pede a Deus em nosso favor. E Deus, que
vê o que está dentro do coração, sabe qual é o pensamento do Espírito.
Porque o Espírito pede em favor do povo de Deus e pede de acordo com a
vontade de Deus”. Rm 8.26,27)
As orações devem ser dirigidas exclusivamente a Deus (“Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele
darás culto.” Mt 4.10 e Sl 5.2),
sem intermediários e ao Senhor Jesus, o mediador (“Estevão chamava Jesus, dizendo: —Senhor
Jesus, recebe o meu espírito!” At
7.59 e Lc 23.42) e ao Espírito Santo (“Vós,
porém, amados, edificando-vos na vossa fé santíssima, orando no Espírito
Santo.” Jd 1:20). A oração do justo não fica no esquecimento, é
ouvida e (“Ó tu que escutas a oração” Sl
65.2) e atendida (“Moisés e Arão
foram sacerdotes de Deus, e Samuel orava a ele; eles clamavam a Deus, o
SENHOR, e ele respondia.” Sl 99.6; “Na minha aflição, eu clamei ao
SENHOR; ele me respondeu e me livrou da angústia.” Sl 118.5).
Somos ouvidos e atendidos mediante a graça de Deus (“Quando vocês clamarem pedindo socorro, o
SENHOR Deus ficará com pena de vocês; ele os ouvirá e atenderá”. Is 30.19), não é mérito pessoal. Alguns
de nossos clamores são atendido de imediato (“Antes
mesmo que me chamem, eu os atenderei; antes mesmo de acabarem de falar, eu
responderei”. Is 65.24), outros, porém, são demorados
(“Não fará Deus justiça aos seus escolhidos,
que a ele clamam dia e noite, embora pareça demorado em defendê-los?” Lc
18.7). Devemos orar e clamar pelo que desejamos, no entanto, é
preciso entender que o Senhor é soberano e que a Sua vontade é superior à
nossa. Em alguns casos não somos atendidos
(“Por causa disto, três vezes pedi ao Senhor que o afastasse de mim. Então,
ele me disse: A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na
fraqueza. De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que
sobre mim repouse o poder de Cristo”. 2Co 12.8,9).
A santidade é à base de toda uma vida que deseja está em comunhão com o
Senhor e usufruir a Sua graça. Infelizmente contemplamos em muitas igrejas
uma espécie de “misticismo”, em troca de ofertas, recebe-se objetos “dotados
de poder”, inclusive para dominar o diabo. É o evangelho fácil, totalmente
desvinculado com a Palavra do Senhor.
As nossas orações são respondidas quando buscamos servir ao Senhor
(“Busquei o SENHOR, e ele me acolheu;
livrou-me de todos os meus temores”. Sl 34.4) de todo o coração,
isto implica, em dedicação total (“Então, me
invocareis, passareis a orar a mim, e eu vos ouvirei. Buscar-me-eis e me
achareis quando me buscardes de todo o vosso coração”.
Jr 29.12,13), que gera fé, que por sua vez nos faz paciente e
capacita-nos a esperar o tempo oportuno (“Esperei
com paciência pela ajuda de Deus, o SENHOR. Ele me escutou e ouviu o meu
pedido de socorro”. Sl 40.1). Quando permanecemos firme nas
promessas, somos atendidos (“Se
permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o
que quiserdes, e vos será feito.” Jo
15.7), pois as nossas petições são segundo o Seu coração
(“Quando estamos na presença de Deus, temos
coragem por causa do seguinte: se pedimos alguma coisa de acordo com a sua
vontade, temos a certeza de que ele nos ouve.” 1Jo 5.14).
É comum encontrarmos irmãos lamentando por não serem ouvidos pelo Senhor,
dificilmente colhem frutos de suas orações. Onde está o erro, no Senhor
Deus? De forma alguma. Veja algumas das causas, pelas quais as orações não
são atendidas:
1- Os Objetivos (“E, quando pedem, não
recebem porque os seus motivos são maus. Vocês pedem coisas a fim de usá-las
para os seus próprios prazeres.” Tg
4.3); 2- Corações impuros, cheios dos desejos carnais
(“Mas, se eu tivesse guardado maus
pensamentos no coração, o Senhor não teria me ouvido”. Sl 66.18);
3- Vida em pecado (“Sabemos que Deus não
atende a pecadores; mas, pelo contrário, se alguém teme a Deus e pratica a
sua vontade, a este atende”. Jo 9.31).
A oração que sobe como “aroma agradável” até o Senhor tem as seguintes
qualificações:
1- Através do Espírito Santo (“Porém vocês,
meus amigos, continuem a progredir na sua fé, que é a fé mais sagrada que
existe. Orem guiados pelo Espírito Santo”. Jd 20);
2- Coração cheio de fé (“Se crerem,
receberão tudo o que pedirem em oração”. Mt 21.22);
3- Vida pura e contrita (“Portanto,
cheguemos perto de Deus com um coração sincero e uma fé firme, com a
consciência limpa das nossas culpas e com o corpo lavado com água pura”.
Hb 10.22);
4- Ser sábio nas petições (“Vou orar com o
meu espírito, mas também vou orar com a minha inteligência.” 1Co 14.15);
5- Com sinceridade (“Ó SENHOR Deus, atende o
meu pedido de justiça! Escuta o meu pedido de ajuda. Ouve a oração que faço
com sinceridade”. Sl 17.1);
6- Santidade (“Quero que em todos os lugares
os homens orem, homens dedicados a Deus; e que, ao orarem, eles levantem as
mãos, sem ódio e sem brigas”. 1Tm
2.8);
7- Humildade (“se o meu povo, que se chama
pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos seus
maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e
sararei a sua terra. Estarão abertos os meus olhos e atentos os meus
ouvidos à oração que se fizer neste lugar”. 2Cr 7.14,15);
8- Incessante (“Orai sem cessar”. 1Ts
5.17 e “...põe a sua esperança em Deus e ora, de dia e de noite, pedindo
a ajuda dele”. 1Tm 5.5); 9- Orar em qualquer lugar (“Quero que
em todos os lugares os homens orem, homens dedicados a Deus”.
1Tm 2.8).
A nossa ligação com o Senhor obrigatoriamente precisa ser íntima,
isto implica em possuir a Sua mente, ou seja, pensarmos e agirmos de à Sua
semelhança.
“Não se preocupem com nada, mas em todas as orações peçam a Deus o que vocês
precisam e orem sempre com o coração agradecido”.
Fp 4.6