Jesus
disse à mulher samaritana que Deus busca adoradores (João 4.22-24). Fomos
criados para adorar. Diante de Deus, que nos salvou de nosso estado de
condenação, que está sempre conosco, apesar de sua glória e majestade, não
podemos senão adorar. Mas não O adoramos pelo que Ele fez e faz. Nós O
adoramos pelo que Ele é.
Qual é o
significado da adoração?
Em hebraico, significa ajoelhar-se, dobrar-se diante do Senhor.
Em grego, significa aproximar-se dele e beijar a Sua mão.
Em outras palavras, é entregar-nos e dar tudo a Ele.
Deus deseja que declaremos que Ele é Deus e que só Ele o é. Na oração que o
Senhor nos ensinou, dizemos: “santificado seja o teu nome” (Mateus 6.9b),
isto é, teu nome seja separado como especial, majestoso, incomparável,
santo. Só o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo pode ser chamado de “Deus”.
Hoje se tornou um nome comum e geral: deus. Mas um dia será específico e
santo. Somente Jeová será assim chamado.
Satanás
teme a adoração do Senhor, porque ele pretende ser adorado. Uma das
revelações especiais ocorridas durante a tentação de Jesus no deserto, foi
sobre a intenção de Satanás e a forte resposta de Jesus, citando
Deuteronômio 6.13: “Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a Ele darás culto”
(Mateus 4.10).
Conhecer a
Deus como Pai é estabelecer um relacionamento pessoal, mas conhecê-Lo como
Deus é reconhecer Seu lugar exaltado, único em todo o universo.
Adorar é, pois, reconhecer que Ele é Deus, o único Deus, e que eu sou um
homem apenas, criatura dEle. Quando O reconheço como o Pai sou salvo e
erguido à Sua presença como filho. Quando O reconheço como Deus, caio
humildemente aos Seus pés e O adoro. Como diz o salmista: “Tributai ao
Senhor a glória devida ao seu nome, adorai o Senhor na beleza da santidade”
(Salmo 29.2). Ler com atenção o salmo 5.7.
Na
verdadeira adoração (“em espírito e em verdade”), nós ficamos na nossa
posição e Deus na dEle. Nós temos limites, Deus não tem.
Mas aquele
que não o conhece como Pai, não pode conhecê-Lo como Deus. Os adoradores O
adoram “em espírito”, são salvos, seu espírito saiu das trevas. Mas também O
adoram “em
verdade”. Ficamos emocionados na adoração, mas isto não é o
que Jesus diz ser “em
verdade”. Mesmo se usamos bons pensamentos na adoração,
ainda isto não é “em
verdade”. Adorá-Lo “em verdade” significa conhecer os Seus
caminhos e andar com Ele. Aí amamos os Seus caminhos e O amamos.
Que é adorar a Deus? É: “curvo-me diante de ti e amo os teus caminhos”.
Exemplo extraordinário de adoração nos é dado por Jó. Quando vieram
anunciar-lhe a morte dos seus filhos, disse Jó: “Nu saí do ventre de minha
mãe e nu voltarei; o Senhor o deu e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do
Senhor” (Jó 1.21). A atitude de Jó aí descrita é: “Então, Jó se levantou,
rasgou o seu manto, rapou a cabeça e lançou-se em terra e adorou” (Jó 1.20).
A adoração
e o louvor colocam-nos num nível alto, de triunfo. Quando oramos, ainda
estamos em nosso ambiente; quando adoramos, somos erguidos acima de nosso
ambiente, com suas dificuldades e limitações. Na adoração, Deus nos ergue
acima dos limites, acima da vergonha, acima das frustrações e sofrimentos. O
que a oração não puder fazer, a adoração e o louvor o farão. Ore, quando e
quanto puder, mas louve e adore, quando não puder orar.
Devemos
atentar cuidadosamente para o fato de que na adoração, na contemplação do
Senhor é que está o segredo de nossa transformação à sua imagem: “E todos
nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do
Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem,
como pelo Senhor, o Espírito” (2Coríntios 3.18).
A
adoração, além de ser o que Deus busca, que recurso maravilhoso é para a
vida cristã! Aleluia!