Apresento abaixo
algumas histórias da Bíblia para serem lidas com as crianças
ensinando-as as verdades de Deus.
1- Quem fez o mundo? Gn 1.1-25 No
começo Deus criou os céus e a terra. A terra era um vazio, sem nenhum
ser vivente, e estava coberta por um mar profundo. A escuridão cobria
o mar, e o Espírito de Deus se movia por cima da água. Então Deus
disse: —Que haja luz! E a luz começou a existir. Deus viu que a luz
era boa e a separou da escuridão. Deus pôs na luz o nome de “dia” e na
escuridão pôs o nome de “noite”. A noite passou, e veio a manhã. Esse
foi o primeiro dia. Então Deus disse: —Que haja no meio da água uma
divisão para separá-la em duas partes! E assim aconteceu. Deus fez uma
divisão que separou a água em duas partes: uma parte ficou do lado de
baixo da divisão, e a outra parte ficou do lado de cima. Nessa divisão
Deus pôs o nome de “céu”. A noite passou, e veio a manhã. Esse foi o
segundo dia. Aí Deus disse: —Que a água que está debaixo do céu se
ajunte num só lugar a fim de que apareça a terra seca! E assim
aconteceu. Deus pôs na parte seca o nome de “terra” e nas águas que se
haviam ajuntado ele pôs o nome de “mares”. E Deus viu que o que havia
feito era bom. Em seguida ele disse: —Que a terra produza todo tipo de
vegetais, isto é, plantas que dêem sementes e árvores que dêem frutas!
E assim aconteceu. A terra produziu todo tipo de vegetais: plantas que
dão sementes e árvores que dão frutas. E Deus viu que o que havia
feito era bom. A noite passou, e veio a manhã. Esse foi o
terceiro dia. Então Deus disse: —Que haja luzes no céu para separarem
o dia da noite e para marcarem os dias, os anos e as estações! Essas
luzes brilharão no céu para iluminar a terra. E assim aconteceu. Deus
fez as duas grandes luzes: a maior para governar o dia e a menor para
governar a noite. E fez também as estrelas. Deus pôs essas luzes no
céu para iluminarem a terra, para governarem o dia e a noite e para
separarem a luz da escuridão. E Deus viu que o que havia feito era
bom. A noite passou, e veio a manhã. Esse foi o quarto dia. Depois
Deus disse: —Que as águas fiquem cheias de todo tipo de seres vivos, e
que na terra haja aves que voem no ar! Assim Deus criou os
grandes monstros do mar, e todas as espécies de seres vivos que em
grande quantidade se movem nas águas, e criou também todas as espécies
de aves. E Deus viu que o que havia feito era bom. Ele abençoou os
seres vivos do mar e disse: —Aumentem muito em número e encham as
águas dos mares! E que as aves se multipliquem na terra! A noite
passou, e veio a manhã. Esse foi o quinto dia. Então Deus disse: —Que
a terra produza todo tipo de animais: domésticos, selvagens e os que
se arrastam pelo chão, cada um de acordo com a sua espécie! E assim
aconteceu. Deus fez os animais, cada um de acordo com a sua espécie:
os animais domésticos, os selvagens e os que se arrastam pelo chão. E
Deus viu que o que havia feito era bom.
2- O garoto salvo das águas - Ex 2.1-10 Um homem e uma mulher da tribo de Levi
casaram. A mulher ficou grávida e deu à luz um filho. Ela viu que o
menino era muito bonito e então o escondeu durante três meses. Como
não podia escondê-lo por mais tempo, ela pegou uma cesta de junco,
tapou os buracos com betume e piche, pôs nela o menino e deixou a
cesta entre os juncos, na beira do rio.A irmã do menino ficou de
longe, para ver o que ia acontecer com ele. A filha do rei do Egito
foi até o rio e estava tomando banho enquanto as suas empregadas
passeavam ali pela margem. De repente, ela viu a cesta no meio da
moita de juncos e mandou que uma das suas escravas fosse buscá-la. A
princesa abriu a cesta e viu um bebê chorando. Ela ficou com muita
pena dele e disse: —Este é um menino israelita. Então a irmã da
criança perguntou à princesa: —Quer que eu vá chamar uma mulher
israelita para amamentar e criar esta criança para a senhora?
—Vá—respondeu a princesa. Então a moça foi e trouxe a própria mãe do
menino. Aí a princesa lhe disse: —Leve este menino e o crie para mim,
que eu pagarei pelo seu trabalho. A mulher levou o menino e o criou.
Quando ele já estava grande, ela o levou à filha do rei, que o adotou
como filho. Ela pôs nele o nome de Moisés e disse: —Eu o tirei da
água.
3-
O menino que ouvia a voz de Deus - 1Sm 3.1-21
Samuel ainda era menino e ajudava Eli na adoração a Deus, o SENHOR.
Naqueles dias poucas mensagens vinham do SENHOR, e as visões também
eram muito raras. Certa noite Eli, já quase cego, estava dormindo no
seu quarto. Samuel dormia na Tenda Sagrada, onde ficava a arca da
aliança. E a lâmpada de Deus ainda estava acesa. Então o SENHOR Deus
chamou: —Samuel, Samuel! —Estou aqui! —respondeu ele. Então correu
para onde Eli estava e disse: —O senhor me chamou? Estou aqui. Mas Eli
respondeu: —Eu não chamei você. Volte para a cama. E Samuel voltou.
Então o SENHOR Deus tornou a chamar Samuel. O menino se levantou, foi
aonde estava Eli e disse: —O senhor me chamou? Estou aqui. Mas Eli
tornou a responder: —Eu não chamei você, filho. Volte para a cama.
Samuel não o conhecia SENHOR pois o SENHOR ainda não havia falado com
ele. Aí o SENHOR chamou Samuel pela terceira vez. Ele se levantou, foi
aonde Eli estava e disse: —O senhor me chamou? Estou aqui. Então Eli
compreendeu que era o SENHOR quem estava chamando o menino e ordenou:
—Volte para a cama e, se ele chamar você outra vez, diga: “Fala, ó
SENHOR, pois o teu servo está escutando!” E Samuel voltou para a cama.
Então o SENHOR veio e ficou ali. E, como havia feito antes, disse:
—Samuel, Samuel! —Fala, pois o teu servo está escutando! —respondeu
Samuel. E o SENHOR disse: —Eu vou fazer com o povo de Israel uma coisa
tão terrível, que todos os que ouvirem a respeito disso ficarão
apavorados. Naquele dia farei contra Eli tudo o que disse a respeito
da família dele, do começo até o fim. Eu lhe disse que ia castigar a
sua família para sempre porque os seus filhos disseram coisas más
contra mim. Eli sabia que eu ia fazer isso, mas não os fez parar. Por
isso, juro à família de Eli que nenhum sacrifício ou oferta poderá
apagar o seu terrível pecado. Samuel ficou na cama até de manhã. Aí se
levantou e abriu os portões da área da Tenda Sagrada. Ele estava com
medo de falar com Eli sobre a visão que havia tido. Mas Eli o chamou:
—Samuel, meu filho! —Estou aqui! —respondeu ele. —O que foi que Deus
lhe disse? —perguntou Eli. —Não esconda nada de mim. Deus o castigará
severamente se você não me contar tudo o que ele disse. Então Samuel
contou tudo, sem esconder nada. E Eli disse: —Ele é Deus, o SENHOR.
Que ele faça tudo o que achar melhor! E Samuel cresceu. O SENHOR
estava com ele e fazia tudo o que Samuel dizia que ia acontecer. Assim
todo o povo de Israel, do norte ao sul do país, ficou sabendo que
Samuel era, de fato, um profeta do SENHOR. O SENHOR continuou a
aparecer em Siló, onde havia se revelado a Samuel e falado com ele. E
a palavra de Samuel era respeitada por todo o povo de Israel.
4- Um jovem que virou rei - 1Sm
9.1-27
Havia um homem chamado Quis, que era da tribo de Benjamim. Ele era
filho de Abiel, neto de Zeror, bisneto de Becorate e trineto de Afias.
Quis era rico e importante. Tinha um filho jovem e bonito, chamado
Saul. Não havia ninguém mais bonito do que ele entre todos os
israelitas. Além disso era mais alto do que todos. Quando estava no
meio do povo, ele aparecia dos ombros para cima. E aconteceu que
algumas jumentas que pertenciam a Quis, o pai de Saul, se perderam.
Então ele disse a Saul: —Filho, leve com você um dos nossos empregados
e vá procurar as jumentas. Eles foram por toda a região montanhosa de
Efraim e pela terra de Salisa, porém não acharam as jumentas. Então
procuraram na terra de Saalim, porém elas não estavam lá. Aí
procuraram no território da tribo de Benjamim, mas também não as
encontraram. Quando entraram na terra de Zufe, Saul disse ao
empregado: —Vamos voltar para casa; se não, em vez de se preocupar com
as jumentas, o meu pai vai acabar se preocupando com a gente. O
empregado respondeu: —Espere. Nesta cidade mora um homem santo que é
muito respeitado porque tudo o que ele diz acontece. Vamos falar com
ele. Talvez ele possa nos dizer onde podemos encontrar as jumentas.
Saul perguntou: —Se formos lá, o que vamos levar para ele? Não há
comida nas nossas sacolas, e não temos nada para lhe dar. Ou será que
temos? O empregado respondeu: —Tenho uma pequena quantia de prata que
posso dar a ele para que nos conte onde poderemos achar as jumentas.
—É uma boa idéia! —respondeu Saul. —Vamos. Então eles foram à cidade
onde o homem santo morava. Quando estavam subindo o morro para chegar
à cidade, encontraram algumas moças que estavam saindo para tirar
água. Eles perguntaram: —O vidente está na cidade? (Antigamente,
quando alguém queria fazer uma pergunta a Deus, costumava dizer:
“Vamos falar com o vidente.” Porque naquele tempo os profetas eram
chamados de videntes.) —É uma boa idéia! —respondeu Saul. —Vamos.
Então eles foram à cidade onde o homem santo morava. Quando estavam
subindo o morro para chegar à cidade, encontraram algumas moças que
estavam saindo para tirar água. Eles perguntaram: —O vidente está na
cidade? (Antigamente, quando alguém queria fazer uma pergunta a Deus,
costumava dizer: “Vamos falar com o vidente.” Porque naquele tempo os
profetas eram chamados de videntes.) —É uma boa idéia! —respondeu
Saul. —Vamos. Então eles foram à cidade onde o homem santo morava.
Quando estavam subindo o morro para chegar à cidade, encontraram
algumas moças que estavam saindo para tirar água. Eles perguntaram: —O
vidente está na cidade? (Antigamente, quando alguém queria fazer uma
pergunta a Deus, costumava dizer: “Vamos falar com o vidente.” Porque
naquele tempo os profetas eram chamados de videntes.) —Ele está, sim!
—responderam elas. —Olhem! Ali vai ele, ali na frente. Andem depressa.
Ele está entrando na cidade porque o povo vai oferecer hoje um
sacrifício no altar do monte. Assim que entrarem na cidade, vocês o
encontrarão antes que ele suba o monte para comer. O povo não começa a
comer antes que ele chegue lá, pois primeiro ele tem de abençoar o
sacrifício. Só depois é que os convidados podem comer. Subam lá agora
e logo vocês o encontrarão. Então eles foram até a cidade. Quando iam
entrando, viram Samuel, que saía para subir até o lugar de adoração.
Um dia antes de Saul chegar, o SENHOR Deus tinha dito a Samuel:
—Amanhã, a esta hora, eu vou enviar a você um homem da tribo de
Benjamim. Você o ungirá para ser o governador do meu povo de Israel.
Ele libertará o povo do domínio dos filisteus. Eu tenho visto o
sofrimento do meu povo e ouvido os seus pedidos de ajuda. Quando
Samuel viu Saul, o SENHOR lhe disse: —Este é o homem de quem lhe
falei. Ele governará o meu povo. Saul foi encontrar-se com Samuel,
perto do portão, e perguntou: —Por favor, onde mora o vidente? Samuel
respondeu: —Eu sou o vidente. Vá adiante de mim até o lugar de
adoração. Vocês dois vão jantar comigo hoje. Amanhã cedo eu
responderei a todas as suas perguntas, e então vocês poderão ir
embora. E não se preocupe com as jumentas que se perderam há três
dias, pois elas já foram encontradas. Afinal, quem é que o povo de
Israel está querendo? Eles querem é você—você e a família do seu pai.
Saul respondeu: —Eu sou da tribo de Benjamim, a menor de Israel, e a
minha família é a menos importante da tribo. Então por que o senhor
está falando comigo desse jeito? Aí Samuel levou Saul e o seu
empregado para o salão de festas e pediu que os dois sentassem à
cabeceira da mesa. Ao redor dessa mesa estavam sentados mais ou menos
trinta convidados. E Samuel disse ao cozinheiro: —Traga aquele pedaço
de carne que eu lhe entreguei e pedi para deixar reservado. O
cozinheiro pegou o melhor pedaço da perna e o pôs na frente de Saul.
Samuel disse: —Olhe! Aqui está o pedaço que foi reservado para você.
Coma-o, pois foi guardado para você comer nesta ocasião em que
convidei o povo. E assim, naquele dia, Saul jantou com Samuel. Depois
os dois desceram do lugar de adoração para a cidade. Aí arrumaram uma
cama para Saul no terraço, e ele dormiu ali. Quando chegaram à saída
da cidade, Samuel disse a Saul: —Diga ao seu empregado que vá na
frente e você espere aqui um instante. O empregado foi, e Samuel disse
a Saul: —Eu tenho um recado de Deus para você.Samuel tinha levado
consigo um frasco de azeite. Ele derramou o azeite na cabeça de Saul,
beijou-o e disse: —O SENHOR Deus está ungindo você como o chefe do seu
povo, o povo de Israel. Você o governará e o livrará de todos os seus
inimigos. Esta é a prova de que Deus o escolheu para ser o chefe do
seu povo.
5-
As crianças e as vasilhas de óleo - 2Rs 4.1-7 Certa mulher, que era viúva de um dos
membros de um grupo de profetas, foi falar com Eliseu e disse: —O meu
marido morreu. Como o senhor sabe, ele era um homem que temia a Deus,
o SENHOR. Mas agora um homem a quem ele devia dinheiro veio para levar
os meus dois filhos a fim de serem escravos, como pagamento da dívida.
Eliseu perguntou: —O que posso fazer por você? Diga! O que é que você
tem em casa? —Não tenho nada, a não ser um jarro pequeno de azeite!
—respondeu a mulher.Eliseu disse: —Vá pedir que os seus vizinhos lhe
emprestem muitas vasilhas vazias. Depois você e os seus filhos entrem
em casa, fechem a porta e comecem a derramar azeite nas vasilhas. E
vão pondo de lado as que forem ficando cheias. Então a mulher foi para
casa com os filhos, fechou a porta, pegou o pequeno jarro de azeite e
começou a derramar o azeite nas vasilhas, conforme os seus filhos iam
trazendo. Quando todas as vasilhas estavam cheias, ela perguntou se
havia mais alguma. —Essa foi a última! —respondeu um dos filhos. Então
o azeite parou de correr. Ela foi e contou ao profeta Eliseu. Aí ele
disse: —Venda o azeite e pague todas as suas dívidas. Ainda vai sobrar
dinheiro para você e os seus filhos irem vivendo.
6-
O rei menino que ficou escondido - 2Rs 11.1-12 Assim que Atalia, a mãe do rei Acazias,
soube da morte do filho, deu ordem para que todas as pessoas da
família real fossem mortas. Somente Joás, filho de Acazias, escapou.
Ele ia ser morto junto com os outros, mas foi salvo pela sua tia
Jeoseba, que era filha do rei Jeorão e meia-irmã de Acazias. Ela levou
Joás e a sua babá para um quarto do Templo e o escondeu de Atalia.
Assim ele não foi morto. Durante seis anos Jeoseba cuidou do menino e
o conservou escondido no Templo, enquanto Atalia era a rainha. Mas no
sétimo ano o sacerdote Joiada mandou chamar os oficiais encarregados
dos guarda-costas e dos guardas do palácio e disse que viessem ao
Templo. Ali ele fez com que jurassem concordar com o que ele havia
planejado fazer. Então lhes mostrou Joás, o filho do rei Acazias, e
deu a eles as seguintes ordens: —Quando vocês ficarem de serviço no
sábado, a terça parte deve guardar o palácio; a outra terça parte deve
ficar de guarda no Portão Sur, e a outra terça parte deve ficar no
portão, atrás dos outros guardas. Os dois grupos que deixarem o
serviço no sábado ficarão de guarda no Templo para proteger o rei.
Vocês devem guardar o rei Joás com as espadas na mão e ir com ele a
qualquer lugar aonde ele for. Qualquer pessoa que chegar perto de
vocês deve ser morta. Os oficiais obedeceram à ordem de Joiada e
levaram a ele os seus soldados, isto é, os que saíam do serviço no
sábado e os que entravam de serviço no sábado. Joiada entregou aos
oficiais as lanças e os escudos que tinham sido do rei Davi e que
haviam ficado guardados no Templo. Ele pôs os soldados armados com
espadas por toda a frente do Templo, para protegerem o rei. Então
Joiada levou Joás para fora, colocou a coroa na cabeça dele e lhe deu
uma cópia da Lei. Aí Joás foi ungido e apresentado como rei. O povo
bateu palmas e gritou: —Viva o rei!
7-
Os jovens na fornalha - Dn 1.1-30 O rei Nabucodonosor mandou fazer uma
estátua que media vinte e sete metros de altura por dois metros e
setenta de largura e ordenou que a pusessem na planície de Durá, na
província da Babilônia. Depois, ordenou que todos os governadores
regionais, os prefeitos, os governadores das províncias, os juízes, os
tesoureiros, os magistrados, os conselheiros e todas as outras
autoridades viessem à cerimônia de inauguração da estátua. Todos eles
vieram e ficaram de pé em frente da estátua para a cerimônia de
inauguração. Aí o encarregado de anunciar o começo da cerimônia disse
em voz alta: —Povos de todas as nações, raças e línguas! Quando
ouvirem o som das trombetas, das flautas, das cítaras, das liras, das
harpas e dos outros instrumentos musicais, ajoelhem-se todos e adorem
a estátua de ouro que o rei Nabucodonosor mandou fazer. Quem não se
ajoelhar e não adorar a estátua será jogado na mesma hora numa
fornalha acesa. Assim, logo que os instrumentos começaram a tocar,
todas as pessoas que estavam ali se ajoelharam e adoraram a estátua de
ouro. Foi nessa hora que alguns astrólogos aproveitaram a ocasião para
acusar os judeus. Eles disseram ao rei Nabucodonosor: —Que o rei viva
para sempre! O senhor deu a seguinte ordem: “Quando ouvirem o som dos
instrumentos musicais, todos se ajoelharão e adorarão a estátua de
ouro. Quem desobedecer a essa ordem será jogado numa fornalha acesa.”
Ora, o senhor pôs como administradores da província da Babilônia
alguns judeus. Esses judeus—Sadraque, Mesaque e Abede-Nego—não
respeitam o senhor, não prestam culto ao deus do senhor, nem adoram a
estátua de ouro que o senhor mandou fazer. Ao ouvir isso,
Nabucodonosor ficou furioso e mandou chamar Sadraque, Mesaque e
Abede-Nego. Eles foram levados para o lugar onde o rei estava, e ele
lhes disse: —É verdade que vocês não prestam culto ao meu deus, nem
adoram a estátua de ouro que eu mandei fazer? Pois bem! Será que agora
vocês estão dispostos a se ajoelhar e a adorar a estátua, logo que os
instrumentos musicais começarem a tocar? Se não, vocês serão jogados
na mesma hora numa fornalha acesa. E quem é o deus que os poderá
salvar? Sadraque, Mesaque e Abede-Nego responderam assim: —Ó rei, nós
não vamos nos defender. Pois, se o nosso Deus, a quem adoramos,
quiser, ele poderá nos salvar da fornalha e nos livrar do seu poder, ó
rei.E mesmo que o nosso Deus não nos salve, o senhor pode ficar
sabendo que não prestaremos culto ao seu deus, nem adoraremos a
estátua de ouro que o senhor mandou fazer. Ao ouvir isso,
Nabucodonosor ficou furioso com os três jovens e, vermelho de raiva,
mandou que se esquentasse a fornalha sete vezes mais do que de
costume. Depois, mandou que os seus soldados mais fortes amarrassem
Sadraque, Mesaque e Abede-Nego e os jogassem na fornalha. Os três
jovens, completamente vestidos com os seus mantos, capas, chapéus e
todas as outras roupas, foram amarrados e jogados na fornalha. A ordem
do rei tinha sido cumprida, e a fornalha estava mais quente do que
nunca; por isso, as labaredas mataram os soldados que jogaram os três
jovens lá dentro. E, amarrados, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego caíram
na fornalha. De repente, Nabucodonosor se levantou e perguntou, muito
espantado, aos seus conselheiros: —Não foram três os homens que
amarramos e jogamos na fornalha? —Sim, senhor! —responderam eles.
—Como é, então, que estou vendo quatro homens andando soltos na
fornalha? —perguntou o rei. —Eles estão passeando lá dentro, sem
sofrerem nada. E o quarto homem parece um anjo. Aí o rei chegou perto
da porta da fornalha e gritou: —Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, servos
do Deus Altíssimo, saiam daí e venham cá! Os três saíram da fornalha,
e todas as autoridades que estavam ali chegaram perto deles e viram
que o fogo não havia feito nenhum mal a eles. As labaredas não tinham
chamuscado nem um cabelo da sua cabeça, as suas roupas não estavam
queimadas, e eles não estavam com cheiro de fumaça. O rei gritou: —Que
o Deus de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego seja louvado! Ele enviou o
seu Anjo e salvou os seus servos, que confiam nele. Eles não cumpriram
a minha ordem; pelo contrário, escolheram morrer em vez de se ajoelhar
e adorar um deus que não era o deles. Por isso, ordeno que qualquer
pessoa, seja qual for a sua raça, nação ou língua, que insultar o nome
do Deus de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego seja cortada em pedaços e
que a sua casa seja completamente arrasada. Pois não há outro Deus que
possa salvar como este. Então o rei Nabucodonosor colocou os três
jovens em cargos ainda mais importantes na província da Babilônia.
8-
Jesus, encontrado no templo - Lc 2.40-52 O menino crescia e ficava forte; tinha
muita sabedoria e era abençoado por Deus. Todos os anos os pais de
Jesus iam a Jerusalém para a Festa da Páscoa. Quando Jesus tinha doze
anos, eles foram à Festa, conforme o seu costume. Depois que a Festa
acabou, eles começaram a viagem de volta para casa. Mas Jesus tinha
ficado em Jerusalém, e os seus pais não sabiam disso. Eles pensavam
que ele estivesse no grupo de pessoas que vinha voltando e por isso
viajaram o dia todo. Então começaram a procurá-lo entre os parentes e
amigos. Como não o encontraram, voltaram a Jerusalém para procurá-lo.
Três dias depois encontraram o menino num dos pátios do Templo,
sentado no meio dos mestres da Lei, ouvindo-os e fazendo perguntas a
eles. Todos os que o ouviam estavam muito admirados com a sua
inteligência e com as respostas que dava. Quando os pais viram o
menino, também ficaram admirados. E a sua mãe lhe disse: —Meu filho,
por que foi que você fez isso conosco? O seu pai e eu estávamos muito
aflitos procurando você. Jesus respondeu: —Por que vocês estavam me
procurando? Não sabiam que eu devia estar na casa do meu Pai? Mas eles
não entenderam o que ele disse. Então Jesus voltou com os seus pais
para Nazaré e continuava a ser obediente a eles. E a sua mãe guardava
tudo isso no coração. Conforme crescia, Jesus ia crescendo também em
sabedoria, e tanto Deus como as pessoas gostavam cada vez mais dele.
9- O menino que
teve seu lanche multiplicado - Jo 6.5-13 Jesus olhou em volta de si e viu que uma
grande multidão estava chegando perto dele. Então disse a Filipe:
—Onde vamos comprar comida para toda esta gente? Ele sabia muito bem o
que ia fazer, mas disse isso para ver qual seria a resposta de Filipe.
Filipe respondeu assim: —Para cada pessoa poder receber um pouco de
pão, nós precisaríamos gastar mais de duzentas moedas de prata. Então
um dos discípulos, André, irmão de Simão Pedro, disse: —Está aqui um
menino que tem cinco pães de cevada e dois peixinhos. Mas o que é isso
para tanta gente? Jesus disse: —Digam a todos que se sentem no chão.
Então todos se sentaram. (Havia muita grama naquele lugar.) Estavam
ali quase cinco mil homens. Em seguida Jesus pegou os pães, deu graças
a Deus e os repartiu com todos; e fez o mesmo com os peixes. E todos
comeram à vontade. Quando já estavam satisfeitos, ele disse aos
discípulos: —Recolham os pedaços que sobraram a fim de que não se
perca nada. Eles ajuntaram os pedaços e encheram doze cestos com o que
sobrou dos cinco pães
.
Elias R. Oliveira
Fonte: Bíblia Sagrada