Seitas
O século XX, foi o palco
para o diabo mostrar todo o seu poder, gritando aos quatros cantos da terra,
que está vivo e revestido de grande autoridade. A dois mil anos atrás, Paulo
lança um alerta, e descreve a futura manifestação do inimigo como: “Anjo
de luz e ministro de justiça” (2Co 11.14,15). Oh graças! A palavra de
Deus se cumpre integralmente. É notório o agir do maligno nos dias atuais;
mostra-se como um verdadeiro “anjo de luz”, pregando: o amor ao
próximo; a necessidade de ser bom; a sinceridade; curas e dons, e demais
qualidades de uma pessoa digna! Os seus “cavalos” (discípulos),
incontestáveis “ministros de justiça”, preocupados com o bem-estar da
humanidade praticam a caridade e clamam por justiça social.
Vieram a existir muitas religiões e organizações, denominadas de “seitas”
(Opiniões e doutrinas contrárias aos princípios bíblicos), cujas bases não
encontram fundamentos exclusivamente bíblicos, apesar de usarem a Bíblia
como pretexto para justificar algumas ações e maquiar a verdadeira essência
espiritual que as regem; desta forma, arrebanham para si grande número de
adeptos, abrangendo todas as classes sociais, do mais humilde ao
afortunado, indistintamente.
É a manifestação
poderosa do inimigo! É a festa da espiritualidade. Há uma grande mesa, sobre
a qual o diabo colocou muitos pratos (religiões) e consegue atender a todos
os gostos; uma gama, que varia da simplicidade de alguns cultos à
complexidade de religiões milenares.
Os
servos do Senhor Jesus precisam estar atentos, vigiando, para não se
deixarem enganar pelo inimigo das almas em suas muitas manifestações.
Seita (< latim secta = "seguidor",
proveniente de sequi = "seguir") é conceito originariamente
sociológico e é utilizado para designar, em princípio, simplesmente qualquer
doutrina, ideologia ou sistema que divirja da correspondente doutrina ou
sistema dominante (ou mais de um, quando for o caso), bem como também para
designar o próprio conjunto de pessoas (o grupo organizado ou movimento
aderente a tal doutrina, ideologia ou sistema), os quais, conquanto
divergentes da opinião geral, apresentam significância social.
Usualmente conecta-se o termo à sua significação específica (stricto
sensu) apenas religiosa, com o que por "seita" entende-se, a priori
e de ordinário, imediatamente "seita religiosa". Porém, tal nexo causal não
é imperativo, pois nem sempre uma seita está no domínio religioso.
Considerações
filosóficas
-
Seja qual for a sua inserção semiológica,
imprescindível é saber que seita, como ideologia ou como grupo que
a professa, está colocada em desfavor no jogo do poder, face ao(s)
detentor(es) da dominação. Isso vale em religião, política, ou outra
qualquer expressão humana.
-
Seita é conceito sempre relativo em termos
circunstanciais de espaço-tempo e de grau de abrangência cultural e/ou
populacional.
-
Além disso, é conceito dinâmico, pois o que é seita
num dado lugar, num dado momento histórico e para dada abrangência
cultural e/ou populacional, pode vir a ser a ideologia dominante numa
outra circunstância (espaço-tempo, cultura etc. diferentes, subsequentes).
O conceito essencial de seita conecta-se com o de
heresia, já que este significa o conjunto de idéias que, em princípio
e face às consideradas dominantes, destas divergem e devem, portanto, ser
rejeitadas. A questão da rejeição é, naturalmente, tão pura e simplesmente,
apenas imposição do poder da estrutura ideológica que está no domínio.
Etimologia
A palavra seita provém do latim secta (de
sequi, que significa seguir), um curso de acção ou forma de
vida, designando também um código comportamental ou princípios de vida ou
ainda uma escola de filosofia ou doutrinas. Um sectator é um guia
leal, aderente ou seguidor.
As palavras sectarius ou sectilis
referem-se também ao corte ou acto de cortar, embora a etimologia da palavra
não tenha semelhança alguma com a definição moderna que lhe é dada dentro do
contexto atual.
Seita religiosa
Seita designa um grupo de pessoas (um movimento)
que professam nova ideologia divergente daquela da(s) religião(ões) que são
consideradas dominantes e ou oficiais, geralmente dirigidos por líder com
características de personalidade consideradas carismáticas, mas ainda com
fraco ou pouco reconhecimento geral por parte da sociedade. Mas, já se viu,
a questão do reconhecimento é tão-apenas relativa.
Em oposição, o termo denominação religiosa é utilizado
para designar os movimentos com reconhecimento geral na sociedade, embora,
no Islão, os grandes grupos de seguidores wahhabis, xiitas e sunitas sejam
considerados por muitos como seitas.
Muitas das chamadas "seitas" desmembram-se, cessam ou
mudam de direção ideológica e/ou doutrinária com o desaparecimento dos seus
líderes. Outras vezes, na ampla dinâmica histórica, aqueles outrora ditos
"seitas" passam a assumir posição de domínio.
Do ponto de vista legal, os estados ocidentais passam a
reconhecer as seitas religiosas como denominações religiosas quando estas
obtêm registro oficial como pessoa jurídica, embora a perseguição religiosa
e as injunções de manipulação de poder nem por isso se extingam. Com efeito,
têm sido uma prática constante ao longo dos tempos para os grupos
considerados como seitas.