Autor
O nome Joel significa, literalmente, “Jeová é Deus”. Este é um nome
muito comum em Israel, e Joel, o profeta, é especificado como o filho de
Petuel. Nada é conhecido a respeito dele ou das circunstância de sua vida.
Provavelmente que ele tenha vivido em Judá e profetizado em Jerusalém.
Data
Não há como datar o livro com absoluta certeza, e os estudiosos variam
em suas opiniões. Há referências tanto em Amós como em Isaías, que também
estão em Joel (comparar Am 1.2 com Jl 3.16 e Is 13.6 com Jl 1.15) É opinião
de muitos conservadores que Amós e Isaias tenham tomado emprestado de Joel,
fazendo-o um dos mais antigos dos profetas menores.
Além do mais, a adoração a Deus, a qual o sumo sacerdote Joiada restaurou
durante o reinado de Joás (2Rs 11; 2Cr 23.16), é suposta por Joel. Portanto
muitos sustentam que Joel profetizou durante os primeiros trinta anos do
reinado de Joás (835-796 aC), quando Joiada era o conselheiro do rei. Isso
colocaria o ministério de Jl por volta de 835-805 aC.
Contexto Histórico
Joel profetizou numa época de grande devastação de toda a terra de Judá.
Uma enorme praga de locustas havia despido a zona rural de toda a vegetação,
destruiu até as pastagens tanto das ovelhas como do gado, até mesmo tirou a
casca das árvores de figo. Em apenas algumas horas, o que tinha sido um
terra bonita, verdejante, havia se tornado um lugar de desolação e
destruição. Descrições contemporâneas do poder destrutivo dos enxames de
locustas confirma a descrição de Jl acerca da praga. A praga das locustas
acerca do que Jl escreveu era maior que qualquer um jamais havia visto. Toda
a safra foi perdida, e as sementes da safra para o plantio seguinte também
foram destruídas. A fome e a seca se apoderaram de toda a terra. Tanto o
povo como os animais estavam morrendo. Ela foi tão profunda e desastrosa,
que Joel viu uma explicação: era o julgamento de Deus.
Conteúdo
O Livro de Jl está naturalmente dividido em duas seções. A primeira
(1.1-2.27) trata do presente julgamento de Deus, um chamado ao
arrependimento e a promessa de restauração.
A segunda seção (2.28-3.21) explica que essa praga, horrível como ela pode
ser, não é nada comparada ao julgamento de Deus que está a caminho . Este
era um tempo em que não somente Judá, mas também todas as nações do mundo
serão chamadas diante de Deus.
Todavia, nós não podemos deixar de notar a mais notável seção desta curta
profecia. Através do ES, Joel olha centenas de anos à frente, para um tempo
em que Deus irá derramar o seu Espírito “sobre toda a carne” (2.28). Isso
será um prelúdio da devastação e julgamento do Dia do Senhor. Será um tempo
em que todos os crentes sentirão a habitação do ES e irão formar uma
comunidade profética na terra. Será um tempo em que a profecia virá de
jovens e velhos, de igual modo; quando tanto homens como mulheres irão
profetizar. A salvação não será apenas a ingualável bênção sobre Judá. Será
um tempo em que “todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (2.32)
O Espírito Santo em Ação
Joel é notável em suas referências ao ES. Foi obviamente o ES que
inspirou o profeta a ver a mão do Senhor em tudo o que está acontecendo e
ser capaz de saltar em direção ao terrível Dia do Senhor.
Mas a passagem mais espantosa em Jl é 2.28-32. Ali, o profeta vê um tempo
futuro, “depois”, quando o Espírito de Deus for derramado “sobre toda a
carne”. Jovens e velhos, de igual modo, tanto homens como mulheres, irão
experimentar esse derramamento.
Esboço de Joel
I. A mão do Senhor no presente 1.1-2.27
A destruição pelas locustas 1.2-2.11
O arrependimento de Judá 2.12-17
A restauração do Senhor 2.18-27
II. O dia do Senhor no futuro 2.28-3.21
A graça do Senhor 2.28-32
O Julgamento do Senhor 3.1-17
A Bênção do Senhor 3.18-21
Fonte: Bíblia Plenitude
Amós (Am)
Autor:
Amós Data: Entre 760 –750 aC
Autor
Amós, cujo nome significa “Aquele eu suporta o jugo”, era um nativo da
pequena cidade de Tecoa, situada nas colinas de Judá, a cerca de 16 km ao
sul de Jerusalém. Ele é o primeiro dos assim chamados profetas escritores do
séc. VIII aC. Os outros incluem Oséias a Israel e Miqueias e Isaias a Judá.
Amós rejeitou treinamento como um profeta profissional, admitindo que ele
era um pastor de ovelhas e cultivador de sicômoros. Apesar do seu histórico
não-profissional, Amós foi chamado para entregar a mensagem de Deus ao Reino
do Norte, Israel.
Data
Amós profetizou durante os reinados de Uzias, de Judá (792-740 aC), e
Jeroboão II de Israel (793-753 aC). Seu ministério foi realizado entre 760 e
750 Ac e parece ter ocorrido em menos de dois anos.
Contexto Histórico
A metade do séc. VIII aC foi uma época de grande prosperidade tanto para
Israel como para Judá. Sob o domínio de Jeroboão, Israel havia conquistado
novamente o controle das rotas internacionais do comércio— a Rodovia do Rei,
através da transjordânia, e o Caminho do Mar, através do vale de Jezreel e
ao longo da planície da costa. De acordo com 2Rs 14.25, ele restaurou as
fronteiras de Israel desde Lebo Hamate (ao norte) até o mar da Arabá (o mar
Morto, ao sul). Judá, sob o domínio de Uzias, reconquistou Elatae ( o porto
marítimo de Ácaba) e expandiu-se para o sudeste às custas dos filisteus.
Israel e Judá haviam atingido novos auges políticos e militares, mas a
situação religiosa estava fraca o tempo todo. A idolatria estava exuberante;
os ricos estavam vivendo na luxuria, enquanto os pobres estavam oprimidos; a
imoralidade havia generalizado; e o sistema judicial estava corrompido. O
povo interpretava sua prosperidade como um sinal da bênção de Deus sobre
eles. A tarefa de Amós era entregar a mensagem de que Deus estava
descontente com a nação.
Sua paciência já havia se esgotado. O castigo era inevitável. A nação seria
destruída a menos que houvesse uma mudança no coração deles— uma mudança na
qual a “Corra, porém, o juízo como as águas, e a justiça, como o ribeiro
impetuoso” (5.24).
Conteúdo
O livro de Am é basicamente uma mensagem de julgamento> julgamento sobre
as nações, oráculos e visões de julgamento divino sobre Israel. O tema
central do livro é que o povo de Israel havia quebrado seu concerto com
Deus. Como resultado, o castigo de Deus sobre eles por causa do pecado será
severo. Amós começa com uma série de acusações contra os sete vizinhos de
Israel, incluindo Judá, e, depois, ele acusa Israel (1.3-1.16). Cada nação
estrangeira tem de ser castigada por ofensas especificas, seja contra Israel
ou qualquer outra nação. Esse julgamento sobre as nações nos ensina que Deus
é um Monarca universal. Todas as nações estão sob seu controle. Elas têm de
prestar contas a Deus pelos maus tratos às outras nações e povos. Israel e
Judá, todavia serão punidos porque eles quebraram seu concerto com Deus. A
seção seguinte (3.1-6.14) é uma série de três oráculos ou sermões
direcionados contra Israel. Eles incluem a ameaça de exílio. Uma terceira
seção (7.1-9.10) é uma série de cinco visões e julgamento, em duas das quais
Deus se retira. Finalmente, Amós promete restauração para Israel (9.11-15).
O Espírito Santo em Ação
A obra do ES não é mencionada especificamente em Am. O processo da
inspiração do profeta e a revelação da mensagem de Deus são geralmente
atribuídos por outros profetas ao Espírito (Is 48.16; Ez 3.24; Mq 3.8). Como
é o caso da maioria dos profetas, é quase impossível fazer uma distinção
entre o Senhor e seu Espírito. Am não menciona o Espírito em sua obra, mas
aquelas ações atribuídas ao Espírito por outros profetas estão presentes em
Amós.
Esboço de Amós
I. Introdução 1.1-2
II. Julgamento sobre as nações 1.3 –2.16
Julgamento sobre o povo escolhido de Deus 3.1-15
Julgamento de Deus sobre o povo insensíveis 4.1-13
Julgamento sobre o impenitente povo de Deus 5.1-6.14
IV. Visões de Julgamento 7.1-9.10
Visões de abrandamento 7.1-6
Visões de rigidez 7.7-9.10
V. A restauração de Israel 9.11-15
A tenda de Davi levantada 9.11-12
A terra e o povo restaurados e abençoados 9.13-15
Fonte: Bíblia Plenitude
Obadias (Ob)
Autor:
Obadias Data: Após 586 aC
Autor
O profeta, é conhecido somente como Obadias, “Servo/adorador de Jeová”.
Nenhuma outra informação está disponível a respeito dele.
Data
O fundo histórico da destruição de Jerusalém coloca a data da profecia
de Obadias logo após 586 aC, o ano no qual a cidade sagrada foi derrotada
pelos babilônios. A mensagem foi, provavelmente, dada durante o período do
exílio de Judá, quando Obadias alerta Edom sobre a vingança de Deus, que
estava se aproximando, e assegura a Judá quanto ao contínuo cuidado do
Senhor.
Contexto Histórico
As relações entre Israel e Edom foram marcadas pela hostilidade através
do período do AT. O rancor começou quando os dois irmãos gêmeos Esaú e Jacó
se dividiram em disputa (ver Gn 27; 32– 33). Os descendentes de Esaú,
conseqüentemente, se estabeleceram numa área chamada Edom, situada ao sul do
mar Morto, enquanto os descendentes de Jacó continuaram em direção à Terra
Prometida, habitaram em Canaã e se tornaram o povo de Israel. Com o passar
dos anos numerosos conflitos se desenvolveram entre os edomitas e os
israelitas.
Essa amarga rivalidade forma o fundo histórico da profecia de Obadias.
Ao longo do período de cerca de 20 anos (605-586 aC), os babilônios
invadiram a terra de Israel e fizeram repetidos ataques à Jerusalém, a qual
foi finalmente devastada em 586 aC. Os edomitas viram essas incursões como
uma oportunidade para extinguir sua amarga sede contra Israel. Então, os
edomitas juntaram-se aos babilônios contra seus parentes e ajudaram a
profanar a terra de Israel.
Conteúdo
Obadias é o menor livro do AT. Ele começa com um título que identifica a
profecia como “visão de Obadias” e que atribui o pronunciamento do Senhor
Jeová (v.1).
O livro é dividido em duas seções principais. A primeira (vs 1-14) é
endereça a Edom e anuncia sua inevitável queda. Da sua posição de soberba e
falsa segurança, Deus irá derribá-lo (vs 2-4). A terra e o povo serão
saqueado e espoliados, a destruição final e completa (vs 5-9). Por quê? Por
causa da violência que Edom praticou contra seu irmão Jacó (v.10), porque
Edom de regozijou com o sofrimento de Israel e juntou-se com seus atacantes
para roubar e violar Jerusalém no dia da sua calamidade (vs 11-13) e porque
os edomitas impediram a fuga do povo de Judá e os entregou aos invasores
(v.14)
A segunda seção principal da profecia reflete sobre o Dia do Senhor (vs
15-21). Esse dia será um tempo de retribuição, de colher o que se havia
plantado. Para Edom, este é um pronunciamento de perdição (vs 15-16), mas,
para Judá de proclamação de liberdade (vs 17-20) Edom será julgado
severamente, mas o povo de Deus experimentará a abençoada e gloriosa
restauração de sua terra. O monte Sião governará as montanhas de Esaú, e o
reino pertencerá ao Senhor (v.21)
O Espírito Santo em Ação
Em nenhum lugar Obadias faz referência específica ao ES ou ao Espírito
de Deus. A sua obra, todavia, deve ser admitida. Ele serve como a fonte de
inspiração para Obadias, como Aquele que comunica a “visão” (v.1) que
constitui a mensagem de Obadias. Além disso, embora não especificamente
identificado como tal, ele funciona como Aquele que instiga o julgamento de
Edom, chamando as nações para se levantarem contra o inimigo do povo de
Deus. Embora Deus use agentes humanos para executar sua justiça, atrás disso
tudo, está a obra do seu Espírito, empurrando, instigando e punindo de
acordo com o plano de Deus.
Esboço de Obadias
I. Título 1
II. O decreto do Senhor Vs 1-14
A condenação de Edom vs, 1-4
O colapso de Edom Vs. 5-9
Os crimes de Edom Vs 10-14
III. O Dia do Senhor Vs 15-21
O dia da retribuição divina Vs. 16-16
O dia da restituição divina vs. 17-20
O dia do domínio divino vs. 21